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#Resenha – Uma Canção de Ninar – Sarah Dessen

29, out, 2016 Anna Furtado

Livro: Uma Canção de Ninar;

Autora: Sarah Dessen;

Editora: Seguinte (Selo da Companhia das Letras);

Páginas: 350

Ano: 2016

Gênero: Ficção Juvenil.

Submarino × Skoob

Remy não acredita no amor. Sempre que um cara com quem está saindo se aproxima demais, ela se afasta, antes que fique sério ou ela se machuque. Tanta desilusão não é para menos: ela cresceu assistindo os fracassos dos relacionamentos de sua mãe, que já vai para o quinto casamento. Então como Dexter consegue fazer a garota quebrar esse padrão, se envolvendo pra valer? Ele é tudo que ela odeia: impulsivo, desajeitado e, o pior de tudo, membro de uma banda, como o pai de Remy — que abandonou a família antes do nascimento da filha, deixando para trás apenas uma música de sucesso sobre ela. Remy queria apenas viver um último namoro de verão antes de partir para a faculdade, mas parece estar começando a entender aquele sentimento irracional de que falam as canções de amor.

Oi pessoal! Como vocês estão hoje? Então, hoje é o dia internacional do livro e por isso, vou fazer uma resenha muito legal. Hoje vou falar sobre Uma Canção de Ninar, da Sarah Dessen. Quando recebi o livro, achei que seria mais um daqueles clichês, mas no decorrer da leitura meu posicionamento e vou te dizer o porquê no decorrer da resenha. Vamos lá?

O livro é dividido em meses e conta a trajetória de Remy, nossa protagonista que é filha de um músico já falecido e uma escritora. Acontece que Remy perdeu toda sua fé no amor pois sua mãe já está no quinto casamento e seu pai faleceu quando ela era bem pequena, logo após criar o seu single de maior sucesso “Uma Canção de Ninar”, inspirada em Remy e que é tocada até os dias atuais. Por ter passado por tantos relacionamentos fracassados, Remy já criou uma fórmula de escape de relacionamentos: “Não deixe ficar sério demais, não deixe ele partir seu coração. E nunca, em hipótese alguma, saia com um músico”.

Por que achei que o livro era clichê? Porque achei que logo logo Remy ia se apaixonar por um música que derreteria o gelo do seu coração e seria feliz para sempre, mas, para a minha alegre surpresa, a história não é bem assim.

Remy é o tipo de personagem teimoso. Ela é metódica, perfeccionista e gosta de estar sempre no controle de tudo que acontece em sua vida. Diante de tantos fracassos amorosos, aprendeu a criar uma barreira entre si e os outros, de forma que, quando percebe que uma pessoa está conseguindo entrar em suas defesas, ela se afasta e se impede de envolver-se. Conhece alguém assim? Conheço várias pessoas, e esse é justamente o mal do século.

Voltando ao início da história, Remy está planejando o quinto casamento de sua mãe, que ela inclusive acha que não vai durar, até que tem uma feliz interrupção em seus eventos super controlados, um garoto tenta se aproximar dela na concessionária de seu futuro padrasto. Dexter, um garoto que eu, assim como ela, penso ser bem inconveniente, chega e escreve seu número na mão de Remy. Claro, óbvio que ela faz questão de ignorá-lo, mas com o tempo, descobre que Dexter é bem insistente.

A história vai seguindo em frente e vai contando como as coisas se desenrolam nas férias de verão de Remy, antes que ela vá para Stanford, uma das universidades mais conceituadas do mundo, a qual ela se esforçou muito para conquistar sua tão sonhada vaga. Acontece que Remy acaba saindo com Dexter e se vê num relacionamento com ele, no qual, inicialmente, ela tem todo o controle da situação, mas com o passar do tempo, consegue enxergar que as coisas mudam.

Acredito que Uma Canção de Ninar é livro incrível. Dessen consegue desenrolar fluidamente o que no início parece ser um clichê em uma história um tanto complexa, onde você consegue enxergar as motivações de Remy, sua evolução e como ela consegue lidar com todas as mudanças que estão acontecendo em sua vida. Super recomendo a leitura!

“Tudo, no final, tinha a ver com o momento certo. Um segundo, um minuto, uma hora podem fazer toda a diferença. Tanta coisa dependendo só daquilo, pequenos instantes que juntos construíam uma vida. Assim como palavras construíam uma história. E o que Ted tinha dito? Uma palavra podia mudar o mundo.” p. 335