Resenhas

#Resenha: Sob a Luz da escuridão, de na Beatriz Brandão

21, set, 2018 Wellington Rafael
 Livro: Sob a luz da escuridão
Autor: Ana Beatriz Brandão
Editora: Verus
Ano: 2018
Sinopse:O mundo não está a salvo dos humanos… Da autora de O garoto do cachecol vermelho.
Guerras e destruição, causadas pela ganância de um homem, quase levaram a raça humana à extinção. Com a radiação das bombas nucleares, o DNA humano sofreu mutações e uma nova espécie surgiu: os metacromos, seres especiais, com poderes extraordinários. Em meio ao caos de um mundo pós-apocalíptico, Lollipop e Jazz são resgatadas do instituto onde eram mantidas prisioneiras. Com as memórias apagadas, elas não sabem por que estavam ali nem quem as libertou. E, enquanto buscam respostas sobre suas origens, só lhes resta lutar pela sobrevivência. Evan, um vampiro milenar, lidera com mãos de ferro uma das mais poderosas áreas do planeta. Mas quando, por obra do destino, ele reencontra a mulher que pensou estar morta há décadas, tudo desmorona e ele é obrigado a enfrentar o passado. Ana Beatriz Brandão apresenta um mundo totalmente novo ao leitor em Sob a luz da escuridão. A raça humana não é mais a mesma, novas espécies foram criadas e agora é cada um por si. Uma história eletrizante, cheia de ação, tensão e romance, que vai provocar fortes emoções no leitor. Prepare-se e escolha seu lado nessa guerra: você é um metacromo ou um Deles?
 “Sob a Luz da Escuridão” é uma leitura é muito fácil e rápida: somos apresentados a Lollipop, uma das protagonistas, que está fugindo de um lugar que no começo não dá pra entender muito bem da onde. Logo ela encontra com um homem chamado Chris em uma cena de ação, e somos também apresentadas a outra protagonista, Jessica – Jazz.
O mundo está um caos, pois a 3ª e 4ª Guerra Mundial destruiu tudo que conhecemos, trazendo o mundo pós-apocalíptico que nos é apresentado no início do livro. O mundo está um completo caos, os poucos existentes se matam sem motivos e aqueles que ainda buscam uma forma civilizada de viver se dividem em clãs por áreas. As armas químicas usadas nas guerras fizeram com que os humanos desenvolvessem habilidades especiais e são conhecidos como metacromos – ou singulares.
Assim foi criado o mundo em que vivíamos: as pessoas matavam por nada e brigavam por tudo. O planeta tinha sido tomado pelo caos. O que tínhamos a perder? Ninguém poderia nos castigar, e sentir medo da morte era para os fracos. Aliás… o medo era um sentimento quase inaceitável. Quem tivesse não sobreviveria uma semana sequer naquele lugar.
Ao fugirem, Jazz e Lolli são resgatadas por Chris, um humano que passa a treiná-las, dedicando-se a transformar Lollipop na sua substituta caso algo venha a acontecer. Ambas são metacromos, Lollipop possui telecinese e Jazz é capaz de criar e controlar o fogo. São personagens bastante distintas entre si, que tem uma dinâmica forte e que se completam, coisa que eu realmente gostei. O universo pós-apocalíptico que a autora criou é fabuloso e eu queria ver mais sobre ele, mas no momento que Lolli e Jazz chegam no clã, a história para e começa a se tornar chata e presa a um romance duplo enrolado e cansativo. Eu amo romances e no inicio, eu estava gostando dos casais e pela forma como eles funcionavam, mas com o tempo se tornou desgastante.
Não eram planos exatamente normais, mas, afinal, desde quando nós éramos um casal como qualquer outro? Éramos incomuns, instáveis e excêntricos, mas e daí?
Ele era meu. Eu era dele. E isso era tudo o que importava.
Acima de tudo, eu espero ansioso pelo próximo, que vou ler com certeza. Apesar de não ter gostado dos relacionamentos de “Sob a Luz da Escuridão”, eu ainda quero saber como que aquele mundo vai se desenvolver e aonde tudo terminará.