Resenhas

Resenha: Sedução da Seda – Loretta Chase

10, ago, 2016 Laryssa

Título: Sedução da Seda

Série: As Modistas

Autora: Loretta Chase

Ano: 2016

Páginas: 304

Editora: Arqueiro

Sinopse: Talentosa e ambiciosa, a modista Marcelline Noirot é a mais velha das três irmãs proprietárias de um refinado ateliê londrino. E só mesmo seu requinte impecável pode salvar a dama mais malvestida da cidade: lady Clara Fairfax, futura noiva do duque de Clevedon. Tornar-se a modista de lady Clara significa prestígio instantâneo. Mas, para alcançar esse objetivo, Marcelline primeiro deve convencer o próprio Clevedon, um homem cuja fama de imoralidade é quase tão grande quanto sua fortuna. O duque se considera um especialista na arte da sedução, mas madame Noirot também tem suas cartas na manga e não hesitará em usá-las. Contudo, o que se inicia como um flerte por interesse pode se tornar uma paixão ardente. E Londres talvez seja pequena demais para conter essas chamas. Primeiro livro da série As Modistas, Sedução da seda é como um vestido minuciosamente desenhado por Loretta Chase: de cores suaves e românticas em alguns trechos, mas adornado com os detalhes perfeitos para seduzir.

Marcelline Noirot e suas irmãs são mulheres ambiciosas, elas possuem um ateliê de alta costura em Londres mas não conseguem atrair as clientes que mais desejam, grandes damas da sociedade. Ao saber que Lorde Gervaise, o Duque de Clevedon está voltando de Paris para casar-se com sua amiga de infância, Lady Clara – a debutante mais desejada e mais mal vestida da cidade, elas armam o bote – planejam interceptar Clevedon em Paris e impressioná-lo com suas roupas e seu charme,  para isso escolhem Marcelline – a irmã mais velha, responsável pelos desenhos e criações da Maison Noirot. A trama é interessante, tendo em vista principalmente os demais romances históricos em série que vêm sendo publicados, que focalizam o dia a dia de um núcleo familiar, ou situações iguais com um denominador comum que não produzem uma história criativa e ainda mimetizam vários livros com a mesma trama em uma “série”.

Clevedon é o que esperamos de um Duque:  Arrogante, egoísta e no caso de romances históricos, libertino e de uma beleza estonteante. Apesar de ser inglês, ele se identifica muito mais com a sociedade parisiense, por isso logo sai de Londres para viver uma vida de aventuras; Porém ainda se sente constantemente entediado e entorpecido. Ele perdeu a família muito cedo e foi criado pelo Conde Longmore, que o acolheu como seu tutelado, ficou muito amigo dos dois filhos dele, um rapaz e uma linda garota chamada Clara, ao qual se dedicou e ama dês da infância. Marcelline já enfrentou muita coisa na vida, mesmo nova se acostumou a passar por intempéries e a se esforçar pelo sustento de sua família, nunca podendo relaxar ela está acostumada a enganar, ludibriar e manipular para obter seus objetivos. De uma beleza comum elas de destaca com suas maravilhosas criações, orgulhosa e altiva praticamente deixa um rastro por onde passa.

Os personagens secundários prometem muito, principalmente as irmãs de Marcelline – Leonie e Sophie são tão manipuladoras quanto a irmã e renderam cenas muito engraçadas. Clara foi uma personagem que me surpreendeu, eu esperava uma postura e personalidade completamente diferentes. Não gostei do desfecho de uma costureira específica – ao qual não vou citar o nome para não dar spoilers – mas espero que ainda saibamos dela através dos outros romances. Madame Downes sempre foi irritante e amei seu final. Errol é cativante e inesperada, ela abre uma vertente muito criativa e divertida para a história, espero que explorem ela futuramente!

Capa, Diagramação e Escrita: Amo essa capa, além de combinar perfeitamente com o livro ela nos causa a impressão que imagino que a autora queira causar ao detalhar as roupas no livro, e ainda traz um refinamento – gosto muito disso nas capas da Arqueiro, antigamente os romances históricos tinham aquela aparência de história barata e nos últimos anos a Arqueiro mudou todo esse conceito com edições delicadas e refinadas – para entender o que digo é só reparar nas capas de Loretta publicadas em outros países. A diagramação é simples e polida e a escrita de Loretta é envolvente e muito divertida, gostei tanto que já me programei para ler outros livros da autora.

Concluindo: Gostei muito desse livro, fazia tempo que não pegava um romance histórico tão gostoso, pena que acabou… Foi divertido, romântico, bem construido, surpreendente e cativante – estou ansiosa pelas continuações, amei as descrições sobre as roupas, foi detalhado e interessante sem ficar repetitivo e maçante – só não dou a nota máxima por que ele foi regado de alguns clichês desnecessários e nunca me conformo com as descrições toscas das cenas de sexo.