Resenhas

#Resenha: Quem era ela, de JP Delany

20, abr, 2017 Wellington Rafael

Livro: Quem era ela
Autor(a): JP Delany
Editora: Intrínseca
Páginas: 336
Livro cedido através da parceria com a editora

Sinopse: É preciso responder a uma série de perguntas, passar por um criterioso processo de seleção e se comprometer a seguir inúmeras regras para morar no nº 1 da Folgate Street, uma casa linda e minimalista, obra-prima da arquitetura em Londres. Mas há um preço a se pagar para viver no lugar perfeito. Mesmo em condições tão peculiares, a casa atrai inúmeros interessados, entre eles Jane, uma mulher que, depois de uma terrível perda, busca um ponto de recomeço. Jane é incapaz de resistir aos encantos da casa, mas pouco depois de se mudar descobre a morte trágica da inquilina anterior. Há muitos segredos por trás daquelas paredes claras e imaculadas. Com tantas regras a cumprir, tantos fatos estranhos acontecendo ao seu redor e uma sensação constante de estar sendo observada, o que parecia um ambiente tranquilo na verdade se mostra ameaçador.Enquanto tenta descobrir quem era aquela mulher que habitou o mesmo espaço que o seu, Jane vê sua vida se entrelaçar à da outra garota e sente que precisa se apressar para descobrir a verdade ou corre o risco de ter o mesmo destino. Com um suspense de tirar o fôlego e um clima de tensão do início ao fim, JP Delaney constrói um thriller brilhante repleto de reviravoltas até a última página. Uma história de duplicidade, morte e mentiras.

Há muito tempo eu não lia um thriller tão bom. “Quem era ela” é de tirar o fôlego sim! A história é diferente de outros thrillers que já li, na verdade nunca vi algum nem se quer parecido. Conhecemos duas mulheres , Jane e Emma – que já morreu. O que aí já te deixa instigado a saber como Emma morreu e te faz devorar logo as páginas. Porque Emma? Porque assim? Porque o dono da casa Nº1 da Folgate Street?

A casa Nº 1 da Folgate Street é o que me chamou muito a atenção e me deixou curioso. É misteriosa e cheia de tecnologia. A casa não tem trancas, cortinas e paredes. Tudo dentro da casa é controlado pelo dono através do seu celular. A casa está para alugar e para isso você precisa preencher um formulário repleto de perguntas estranhas e até pessoais e caso seja aprovado, o dono marca uma entrevista com você para saber se você pode mesmo morar lá. Emma e Jane vão morar. Porque? O que elas tem que passaram no teste?

A narrativa é intensa e flui tranquilo, o autor não usa de uma linguagem cansativa e faz a leitura ser rápida e instigante com a quantidade de pistas e suspeitos que aparecem. Minha cabeça não para de trabalhar e é isso que eu amo em uma leitura. O autor deixa bem claro as informações e não é extremamente detalhista (o que – para mim – torna a leitura cansativa as vezes), gostei de tudo o que descobri no final e fiquei assustado, não esperava nada daquilo. E é isso que faz um thriller ser bom: o leitor fica com cara de trouxa (risos).

Me lembrou muito os livros da Gillian Flynn, pelas reviravoltas e personagens bem contrúidos – aaaaaaa os personagens – todos são extremamente interessantes. O autor faz você se identificar com alguma coisa de cada personagem, seja ela boa ou ruim. Você se sente do bem e um assassino ao mesmo tempo. Oi?

Leiam “Quem era ela” e descubram. Se forem ler sozinhos, tranquem as portas.