Resenhas

#Resenha – Pollyanna – Eleanor H. Porter

02, out, 2016 Anna Furtado

Livro: Pollyanna;

Autora: Eleanor H. Porter;

Editora: Martin Claret;

Páginas: 188;

Ano: 1913;

Gênero: Literatura Infantojuvenil.

Submarino × Skoob × Editora

A pequena Beldingsville, uma típica cidadezinha do início do século XX na Nova Inglaterra, Estados Unidos, nunca mais seria a mesma depois da chegada de Pollyanna, uma órfã de 11 anos que vai morar com a tia, a irascível e angustiada Polly Harrington. Por influência da menina, de uma hora para outras tudo começa a mudar no lugar. Tia Polly aos poucos torna-se uma pessoa melhor, mais amável, e o mesmo acontece com praticamente todos os que conhecem a garota e seu incrível “Jogo do Contente”. Uma otimista incurável, Pollyana não aceita desculpas para a infelicidade e emprenha-se de corpo e alma em ensinar às pessoas o caminho de superar a tristeza.

Oi pessoal! Tudo bem? Hoje eu trouxe um clássico incrível que mudou minha vida, além de ser o primeiro livro que despertou minha sede de leitura há anos atrás. Li Pollyanna a primeira vez quando tinha 12 anos. Na época, lembro que achei o livro incrível e genial, então recentemente eu estava andando na livraria (melhor lugar ever) e vi Pollyanna. Resolvi comprar e reler, e acabei sendo fisgada novamente!

O livro é escrito por Eleanor H. Porter, em 1913. Pode parecer um livro antigo, mas acredito que sua história é bem atual. A história inspirou 2 filmes, 2 séries de TV, e claro, o teatro. Eleanor começa o livro trazendo a tona Miss Polly Harrington, a tia de Pollyanna, uma mulher contida e centralizada que mora sozinha com seus empregados no solar dos Harrington, uma herança de toda sua família que é falecida. O pai de Pollyanna se casou com a irmã de Miss Polly e, por um infortúnio, os pais de Pollyanna morrem e então Miss Harrington tem de receber sua sobrinha e criá-la, uma vez que é a última parente dela com vida.

Miss Polly não gosta muito da ideia de criar uma criança, mas entende que não pode deixá-la sozinha no mundo, pois é filha de sua irmã. Miss Harrington recebe, assim, Pollyanna, uma menininha loirinha e cheia de sardas que sempre fala muito. É importante dizer que tia Polly é extremamente contida e formal, então não dá muito espaço para que Pollyanna seja “uma criança”. De qualquer forma, ela não espera que Pollyanna a desarme com seu jogo do contente, um jogo inventado por seu pai que consiste em encontrar um motivo para ficar feliz mesmo em situações extremamente difíceis, e Pollyanna o joga com veemência, além de contagiar a todas as pessoas em sua volta, coisa que ela mesma não percebe.

Por ser uma criança muito falante e comunicativa, Pollyanna acaba conquistando a todos em sua volta com seu otimismo, carisma, amor e principalmente alegria. Acredito que não haja palavras pra descrever o quão maravilhosa Pollyanna é. No decorrer da história você se envolve com Pollyanna e suas histórias, além de começar a jogar o jogo do contente com ela.

Com uma leitura leve e cativante, a autora nos fisga no texto do início ao fim. Eleanor consegue fazer com que o leitor se veja nas ações de tia Polly, querendo que Pollyanna seja menos otimista, mas ao mesmo tempo se desarma, se envolve e se encanta com tudo que ela faz. Pollyanna pode mudar o jeito que você enxerga o mundo.

E como diria Pollyanna:

 

“Há sempre uma razão para se estar contente”.