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#Resenha: Piano Vermelho, de Josh Malerman

06, ago, 2017 Wellington Rafael

Livro: Piano Vermelho
Autor: Josh Malerman
Editora: Intrínseca
Ano: 2017
Estrelas: 1\5

Sinopse: Ex-ícones da cena musical de Detroit, os Danes estão mergulhados no ostracismo. Sem emplacar nenhum novo hit, eles trabalham trancados em estúdio produzindo outras bandas, enchendo a cara e se dedicando com reverência à criação — ou, no caso, à ausência dela. Uma rotina interrompida pela visita de um funcionário misterioso do governo dos Estados Unidos, com um convite mais misterioso ainda: uma viagem a um deserto na África para investigar a origem de um som desconhecido que carrega em suas ondas um enorme poder de destruição. Liderados pelo pianista Philip Tonka, os Danes se juntam a um pelotão insólito em uma jornada pelas entranhas mortais do deserto. A viagem, assustadora e cheia de enigmas, leva Tonka para o centro de uma intrincada conspiração. Seis meses depois, em um hospital, a enfermeira Ellen cuida de um paciente que se recupera de um acidente quase fatal. Sobreviver depois de tantas lesões parecia impossível, mas o homem resistiu. As circunstâncias do ocorrido ainda não foram esclarecidas e organismo dele está se curando em uma velocidade inexplicável. O paciente é Philip Tonka, e os meses que o separam do deserto e tudo o que lá aconteceu de nada serviram para dissipar seu medo e sua agonia.  Onde foram parar seus companheiros? O que é verdade e o que é mentira? Ele precisa escapar para descobrir. Com uma narrativa tensa e surpreendente, Josh Malerman combina em Piano Vermelho o comum e o inusitado numa escalada de acontecimentos que se desdobra nas mais improváveis direções sem jamais deixar de proporcionar aquilo pelo qual o leitor mais espera: o medo.

Antes de tudo eu quero deixar claro que a finalidade da resenha é dar minha opinião pessoal sobre o livro, não tenho qualquer interesse em ofender, difamar ou trazer algo negativo ao autor – como já me acusaram. Resenha é opinião própria.

Josh Malerman conquistou milhares de fãs com Caixa de Pássaros. Tanto que o livro será adaptado para os cinemas com Sandra Bullock como protagonista – leia a noticia completa aqui. “Caixa de Pássaros” é uma história onde os personagens vivem vendados para não morrerem. Existe uma criatura lá fora, que ninguém sabe o que é, como é, de onde é. Só se sabe que se olhar pra ela, você morre. Josh cria uma narrativa que nos envolve em um suspense eletrizante e incrível. Um livro que você não consegue parar de ler. Confira a resenha aqui.

‘Piano Vermelho” é o segundo livro do autor lançado aqui no Brasil pela Editora Intrínseca e segue a linha de terror tão bem escrito pelo autor, conta a história de uma banda que é chamada pelo exército americano para investigar um som que está enlouquecendo quem o escuta.Conhecemos Philip Tonka, que é nosso protagonista e um sobrevivente. O livro é divido em duas narrativas, uma que conta o que aconteceu durante a expedição da banda e outro de como Philip Tonka sobreviveu a tudo isso após 6 meses em coma e como teve todos os ossos do seu corpo triturados. O que seria esse som? E o restante do grupo?.

Bem, com tudo isso você fica louco para ler, não é? Sim, eu também fique.  O problema é que todo o conceito da história não faz sentido nenhum. Li Piano Vermelho com uma expectativa enorme, o começo da história é realmente cativante e prende você em uma leitura gostosa. Porém, ao decorrer dos capítulos você fica na expectativa de que tudo vai ter uma explicação, algo grande vai acontecer e vai dar outro rumo a história, mas o desenrolar da história é totalmente bobagem. Toda a promessa de um suspense de tremer de medo é substituído por um vai e vem de narrativas grandes e desnecessárias, que ao longo de todas as páginas vai ficando cada vez menos interessante e sem sentido. Mas eu não costumo desistir fácil de uma leitura, ainda mais eu que amei Caixa de Pássaros, mas nada adiantou. A história só piora.

O suspense criado tanto na sinopse do livro, quanto nos primeiros capítulos não se mantém, a história do som misterioso que mata fica em segundo plano e tudo o que fazemos é acompanhar o protagonista e o que ele passa dentro do hospital – isso é ótimo – mas fica muito repetitivo e nenhum dos personagens tem um aprofundamento. Quem acompanha minhas resenhas sabe que eu gosto quando o autor se aprofunda nos personagens, onde você conhece seus sentimentos, intenções, expectativas e acaba se identificando com eles. Em Caixa de Pássaros, Josh deixou claro o quanto consegue desenvolver uma narrativa macabra descrevendo os sentimentos dos seus personagens e se aprofundando neles. Porém em Piano Vermelho, o autor falhou feio. E o que eu achei mais grave: não tem uma conclusão concreta. No final você fica com aquele ponto de interrogação (??????) – vários, alias.

Talvez se o autor tivesse seguido a linha do suspense e explorado melhor seus personagens e não focado tanto em desenvolver suas narrativas dentro de uma só história, que ficaram contradizentes, teria tido um outro resultado. É uma leitura que começa eletrizante e de certa forma isso se mantém, mas não tendo uma conclusão que me fizesse indicar a leitura. Quando terminei de ler o que senti foi decepção, pois esperava mais do autor. Caixa de Pássaros é um dos meus livros de terror preferidos e recomendo a todos os meus amigos, mas dessa vez Josh me decepcionou. Este foi o verdadeiro problema do livro para mim, levantar questões e teorias que não só não se concretizam no final, mas que ficam muito além de todo o potencial do autor. Nem parece o autor de Caixa de Pássaros.

Eu não faço muitas resenhas negativas, nem sei se posso apontar essa como uma, é só mais um livro que li e não gostei. Mas como eu disse, é minha opinião, leia você e tire suas conclusões. Não deixe de aproveitar algo, só porque alguém disse que não gostou (: