Resenhas

Resenha: O Quarto dia – Sarah Lotz

15, nov, 2016 Laryssa

Título: O Quarto Dia

Autora: Sarah Lotz

Ano: 2016

Páginas: 352

Editora: Arqueiro

Sinopse: Em O Quarto Dia, Sarah Lotz conduz o leitor por uma viagem de réveillon que tinha tudo para ser perfeita. Mas às vezes o novo ano reserva surpresas desagradáveis…Janeiro de 2017. Após cinco dias desaparecido, o navio O Belo Sonhador é encontrado à deriva no golfo do México. Poderia ser só mais um caso de falha de comunicação e pane mecânica… se não fosse por um detalhe: não há uma pessoa viva sequer no cruzeiro. As autoridades acham indícios de uma epidemia de norovírus, mas apenas descobrem os corpos de duas passageiras. Para piorar, todos os registros e gravações de bordo sofreram danos irreparáveis.  Como milhares de pessoas podem ter sumido sem deixar rastro? Teorias da conspiração se alastram, mas só há uma certeza: 2.962 passageiros e tripulantes simplesmente desapareceram no mar do Caribe.

obs:. Apesar do livro ser teoricamente continuação de Os Três, os fatos interligados são mínimos e ele pode ser lido separadamente.

O belo sonhador é um dos primeiros navios da frota da empresa Foveros, ainda belo como o nome diz, embarca com 2.964 passageiros e tripulantes para comemorar a passagem de ano de 2016, tudo corre relativamente bem até o quarto dia de navegação, que coincidentemente também é o dia de passagem do ano; Pouco tempo antes da 00:00 ocorre um incêndio e uma pane elétrica no navio, que acaca por danificar a casa de máquinas e desativar o motor, deixando o navio a deriva próximo á costa do Golfo.

A trama se passa por multi-narração de alguns personagens específicos, e no final retoma a premissa de Os três – a narração ocorre por meios de comunicação (tweets, reportagens, entrevistas, etc). Há um enfoque maior em Celine Del Rey uma médium que faz apresentações pagas e fecha um pacote com a empresa Foveros para fazer shows durante o cruzeiro com convidados Vips – ele é a única das personagens principais que não faz ativamente a narração. Maddie, a inglesa que faz a assistência de Celine. Gary, o suposto turista comum que viaja com a esposa. Althea, a gananciosa camareira  filipina. Jesse, o novo e jovem médico responsável a bordo. Devi, o misterioso segurança indiano. Xavier o Blogueiro que desmascara fraudes sobrenaturais e por último Helen e Elise, duas senhoras de nacionalidade diferentes que por acaso viajam juntas.

Capa, Diagramação e Escrita: Novamente a capa é instigante, camurçada e fosca, impressiona por produzir um efeito fosforescente. A diagramação é simples mas amei os títulos usados para definir cada personagem, novamente a lombada formada pelas folha tem uma cor diferente, dessa vez azul. A escrita está infinitamente melhor do que Os Três, menos cansativa e mais elucidada, mas isso se deve mais ao modo de narração do que de fato á escrita de Sarah, que é bem fluida.

Concluindo: Eu gostei do livro, não estimulou tanto a minha curiosidade quanto o primeiro, assim como não elucidou quase nada referente a trama, mas a leitura foi deveras mais proveitosa, e chegou a me dar alguns pequenos nós no estômago por ansiedade e talvez um mínimo “medinho” – amplificado por ler as três horas da manhã. A trama no geral – dos dois livros –  têm potencial e parece estar evoluindo, ainda não desisti dessa série, espero que o terceiro supere os anteriores e acabe por realmente me cativar.

Quotes

‘Os empregados haviam abandonado o bar perto da piscina, e um grupo de passageiros passava por cima do balcão, estapeando-se, e o balanço cada vez mais violento do navio pouco servia para contê-los.’

‘(…) Era cruel demais para ser o diabo (…) Estava mais para um Deus.’

Nota:

35-estrelas