Resenhas

Resenha – O Martelo de Thor, Rick Riordan

26, mar, 2017 Wellington Rafael

Livro: O Martelo de Thor (Magnus Chase e os Deuses de Asgard #2)
Autor(a): Rick Riordan
Editora: Intrínseca

Sinopse: Em A Espada do Verão, primeiro livro da série, os leitores são apresentados a Magnus Chase, um herói boa-pinta que é a cara do astro de rock Kurt Cobain. Morador de rua, sua vida muda completamente quando ele é morto por um gigante do fogo. Por sorte, na mitologia nórdica os heróis mortos vão parar em Valhala, o paraíso pós-vida dos guerreiros vikings. Lá, Magnus descobre que é filho de Frey, o deus do verão, da fertilidade e da medicina. Desde então, seis semanas se passaram, e nesse meio-tempo o garoto começou a se acostumar ao dia a dia no Hotel Valhala. Quer dizer, pelo menos o máximo que um ex-morador de rua e ex-mortal poderia se acostumar. Magnus não é tão popular quanto os filhos dos deuses da guerra, como Thor e Tyr, mas fez bons amigos e está treinando para o dia do Juízo Final com os soldados de Odin — tudo segue na mais completa paz sanguinolenta do mundo viking. Mas Magnus deveria imaginar que não seria assim por muito tempo. O martelo de Thor ainda está desaparecido. E os inimigos do deus do trovão farão de tudo para aproveitar esse momento de fraqueza e invadir o mundo humano.

Magnus Chase está de volta! Tudo o que ele queria era uns bons meses de férias depois da batalha épica contra o lobo Fenrir. Porém, a vida de um einherjar nunca tem férias, né não?

Thor (Ah, como eu amo esse deus), ganhou o Martelo Mjölnir do seu pai. É a arma mais poderosa do universo (e para o deus, o melhor equipamento com conexão a internet para ver suas séries), por isso é claro, o martelo desaparece novamente e Thor entra em desespero. Alguém precisa se preocupar para não deixar essa informação se espelhar e alguém precisa recupera-lo. Se os gigantes souberem que Thor está desarmado, invadirão Midgard em um piscar de olhos e destruirão tudo…

Loki fez um acordo com um gigante chamado Thrym, para que Samirah (sua filha) se case com ele, assim é a unica maneira de se recuperar o martelo de Thor, porém, desde quando acreditar nos planos de Loki é a melhor opção? Sem contar que Samirah levou outro filho (a) de Luki para Valhala em seu trabalho como Valquiria.

Magnus e seus amigos irão enfrentar coisas incríveis para tentar recuperar o martelo antes do casamento. A história toda é mercado de revelações dos personagens e dos deuses.

Rick Riordan é aquele tipo de autor que eu nunca vou me cansar dele, independente se todos os seus livros sigam a mesma forma de escrita. Como eu disse na resenha do primeiro volume dessa série (que você pode ler clicando aqui) o fato de conhecer uma nova mitologia foi o que mais me chamou a atenção na história. O autor tem um jeito único de inserir esse conhecimento em suas histórias, então, depois do primeiro volume eu estava louco para ler a continuaçao…

O livro começa com bastante ação, mas não me pegou de primeiro. Me arrastei um pouco na leitura no começo, talvez por falta de tempo e afazeres do cotidiano, mas senti que estava faltando algo, até que então chegou uma hora que não consegui mais parar de ler. A história toda é contada pelo ponto de vista de Magnus, o que é incrível, me apaixonei de uma forma linda por esse personagem, a forma de narração dele é cheia de humor e apaixonante. Aliás, não só Magnus, como todos os outros personagens, super bem construídos, são o ponto alto da série.

Um dos personagens que também me encantei foi o elfo Hearthston, foi de cortar o coração conhecer a história da vida dele. Onde nasceu, sua família e como sofria com seu pai. Mas quem mais roubou a cena foi Alex. Ela se tornou um einherjar e não ficou nada feliz com isso (ela é irmã de Samirah, também filha de Loki). Alex possuí gênero fluido, o que significa que a cada dia ela se identifica com um dos gêneros feminino ou masculino. É algo bem complexo. Não posso deixar de falar o quanto me alegro em ver a naturalidade com qual o autor promove a diversidade em seus livros. Não falo apenas na questão de sexualidade, destacando Alex e levando esse assunto de uma forma natural e incrivelmente bonita, mais de religião também. Samirah é muçulmana e sua crença não fica restrita ao véu que usa para cobrir os cabelos, o autor trás essa religião de uma forma clara e menos dura, sabe? Nas vezes que Samirah aparece, principalmente quando abordavam o casamento, ela pode falar mais sobre isso. Rick Riordan aborda temas que podem ser considerados polêmicos e quebra preconceitos com sua escrita.

O desfecho do livro não deixa nada a desejar, é de tirar o fôlego. A primeira confirmação que os fãs estavam esperando desde o primeiro volume é o cross over: Magnus Chase e Percy Jackson. AGORA VOCÊ PENSA: Mitologia nórdica com mitologia grega. O que devemos esperar do próximo volume? Que Deus nos ajude na ansiedade. A segunda confirmação foi constatar que estamos chegando ao final da série, que na verdade é uma trilogia! O navio dos mortos será publicado em outubro deste ano também pela Editora Intrínseca.

Se você ainda não conhece essa história de Rick Riordan, vem amar Thor com a gente <3