Resenhas

Resenha: O coração da Esfinge de Colleen Houck

19, set, 2017 Laryssa

Título: O Coração da Esfinge

Série: Deuses do Egito # 2

Autora: Colleen Houck

Ano: 2016

Páginas: 368

Editora: Arqueiro

Sinopse:Lily Young achou que viajar pelo mundo com um príncipe egípcio tinha sido sua maior aventura. Mas a grande jornada de sua vida ainda está para começar. Depois que Amon e Lily se separaram de maneira trágica, ele se transportou para o mundo dos mortos – aquilo que os mortais chamam de inferno. Atormentado pela perda de seu grande e único amor, ele prefere viver em agonia a recorrer à energia vital dela mais uma vez. Arrasada, Lily vai se refugiar na fazenda da avó. Mesmo em outra dimensão, ela ainda consegue sentir a dor de Amon, e nunca deixa de sonhar com o sofrimento infinito de seu amado. Isso porque, antes de partir, Amon deu uma coisa muito especial a ela: um amuleto que os conecta, mesmo em mundos opostos. Com a ajuda do deus da mumificação, Lily vai descobrir que deve usar esse objeto para libertar o príncipe egípcio e salvar seus reinos da escuridão e do caos. Resta saber se ela estará pronta para fazer o que for preciso. Nesta sequência de O Despertar do Príncipe, o lado mais sombrio e secreto da mitologia egípcia é explorado com um romance apaixonante, cenas de tirar o fôlego e reviravoltas assombrosas.

Lily tenta seguir sua vida, continuamente pressionada e controlada pelos pais durante o dia e atormentada por pesadelos sobre Amón a noite, ela busca refúgio na  fazenda da avó, e é lá que ela recebe a visita de Anúbis, declarando o perigo em que Amón se encontra e como isso pode acarretar graves consequências. Decidida a ajudar o amado, mesmo contra a vontade dele, Lily é desafiada a diversos testes. A trama foi inteligente, se aprofundando mais na mitologia egípcia o livro toma uma vertente emocionante, e a autora procurou focar na evolução e esforço da personagem principal – que costumava agir como uma “donzela em perigo”.

O crescimento de Lily é palpável, e a relação com a personagem é muito mais aprofundada nessa trama, pois vemos o esforço e o maior envolvimento da personagem em tudo. Apesar disso a relação de Lily com os pais ainda é muito decepcionante e em alguns aspectos, toda essa atmosfera de “O mundo e o Egito precisa de Lily”‘ me pareceu forçado.

Capa, Diagramação e Escrita: O trabalho de elaboração dessa capa é indiscutível, eu inclusive tive medo da manipulação estragá-la. Dourada e brilhante o livro dá a impressão de incandescência, e ele é tão chamativo que é quase possível comer o livro com os olhos, – eu amo esse capricho e o quanto combina com a trama. A diagramação é simples e polida e a escrita de Colleen é sempre prazerosa e fluida.

Concluindo: Esse livro tem um problema sério, e por pouco não estraga toda a trama. Fico muito aborrecida quando os autores decidem fazer o “efeito harém”, por que introduzir três, quatro e até cinco interesses amorosos?!?! Não me levem a mal, eu amo romance, mas em um livro de aventura e fantasia eu espero que o romance seja um parâmetro (se ele existir, por que de forma alguma isso é obrigatório), e não algo forçado ou exagerado. Se tem algo que estraga um bom livro é o autor confundir o tipo de narrativa que ele quer fazer; Foco é a palavra principal – mesmo que a trama não seja criativa e bem elabora, o simples e bem feito é muito satisfatório. E Coollen não tem esse problema com essa saga, o Egito é cheio de coisas a se explorar e o romance poderia ser suave e muito envolvente, eu espero mais amadurecimento no próximo volume.