Resenhas

Resenha: Ligeiramente Pecaminosos – Mary Balogh

22, jan, 2017 Laryssa

Título: Ligeiramente Pecaminosos

Série: Os Bedwyns

Autora: Mary Balogh

Ano: 2016

Páginas: 272

Editora: Arqueiro

Sinopse: Em meio à Batalha de Waterloo, lorde Alleyne Bedwyn é ferido e dado como morto pela família. Ao acordar, ele se vê no quarto de um bordel sem lembrar quem é ou como foi parar ali. Sua única certeza é que deseja conquistar o coração do anjo que cuida dele todo dia. Contudo, assim como ele, Rachel York não é quem parece. Depois de enfrentar uma situação difícil, que a levou a viver numa casa de pecados, agora a bela e inteligente jovem precisa recuperar seu dinheiro e as economias das amigas prostitutas, roubados por um falso clérigo. E o belo soldado de quem vem cuidando parece perfeito para se passar por seu marido e ajudá-la em seus planos. Porém, apesar de ter perdido a memória, Alleyne não perdeu nada de sua sedução. De volta a Londres, os dois se envolvem em um escândalo pecaminoso e, a cada beijo, esquecem que seu relacionamento é apenas uma farsa e ficam mais perto de se entregar à paixão. Neste quinto livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh apresenta um romance repleto de humor, com personagens carismáticos que o leitor não conseguirá abandonar ao fim da história.

Ficamos no suspense, (só que não), após o final de ligeiramente seduzidos por uma conclusão sobre Alleyne Bedwyn, que ao sair para uma missão diplomata – na conhecida batalha de Waterloo – foi ferido na perna durante a incursão, o que ocasionou um queda seguida de concussão e amnésia. Apesar do que a autora queria nos levar a crer, Alleyne está bem – resgatado por Rachel, que procurava espólios de guerra em meio ao campo de batalha, acaba abrigando Alleyne e o Sargento Strickland – também ferido, no bordel em que ela e suas amigas – prostitutas – residiam.

Chamado temporariamente de Jonathan, Alleyne se encontra mais perdido do que nunca, depois de conseguir finalmente dar um objetivo a sua vida, rejeitando uma cadeira no parlamento e o alistamento para as forças armadas, ele decide se tornar um diplomata. Agora sem memória, ele tem de construir uma personalidade em meio ao caos de seus pensamentos; julgando mal Rachel – por andar com prostitutas, os dois tem um começo conturbado – mas a convivência e sua pequena aventura em busca das joias de Rachel, os tornam cada vez mais unidos, deixando Alleyne em uma situação ainda pior, por não saber quem é e o que poderá prover a mulher que começa a amar. Alleyne continua encantador, um dos meus Bedwins preferidos, estava ansiosa por sua história e não me decepcionei.

Rachel é órfã, perdeu a mãe ainda pequena e sofreu muito nas mãos do pai viciado em jogos, vivendo uma vida inconstante imaginou ter encontrado estabilidade no tio, que a conquistou mas a abandonou em seguida. Com a morte do pai ela o procura por consolo, necessitada das joias deixadas por sua mãe como herança, mas só recebe hostilidade e negativas. Passa a trabalhar como dama de companhia para se manter, e para piorar sua situação ela  acredita estar afeiçoada por um clérigo que aparenta sentir o mesmo por ela, infelizmente ele rouba a ela e suas amigas, deixando-a em uma situação pior ainda. Decidida a recuperar sua vida ela tem a ideia de pilhar o campo e os corpos da batalha de Waterloo. Rachel é uma protagonista mediana, conseguimos encará-la pois ela passa firmeza em seu amadurecimento durante a trama, mas ela poderia ser melhor explorada e ter a personalidade menos irritante – para alguém que passou por tanta coisa, esperava uma mulher mais forte inicialmente.

A veia cômica fiou por conta das divertidíssimas Bridget, Geraldine, Flossie e Phyllis – prostitutas do bordel em que mora nossa protagonista. Bridget foi a antiga ama de Rachel, após ser mandada embora da casa de sua protegida não teve opção a não ser ser tornar-se prostituta. Flossie é boa com contas e muito organizada, Geraldine se mostrou boa governanta e adorava colocar ordem na casa e Phyllis ama cozinhar, suas comidas eram as melhores.

Capa, diagramação e escrita: A capa segue a mesma linha das outras, a modela inclusive faz alusão a Rachel, mas não a ponto de cativar. A diagramação é simples e comum, mas polida. A escrita de Mary continua suave e confortável, a leitura passa tão rápido que chegamos a nos decepcionar um pouco.

Concluindo: No geral foi uma leitura de neutra a agradável, não chegou a impressionar, mas eu esperava muito por esse protagonista, então gostei muito. Leitura obrigatória para quem gosta de romances históricos, essas sequências familiares que a Arqueio vem empreendendo em seus livros têm conquistado cada vez mais fãs.

Nota:

3+estrelas