Resenhas

Resenha: Bruxa Akata

21, set, 2018 Wellington Rafael

Título: Bruxa Akata
Autora: Nnedi Okorafor
Editora: Galera Record
Ano: 2018

Sinopse: “Sunny tem 12 anos e sempre viveu na fronteira entre dois mundos. Filha de nigerianos, nasceu nos Estados Unidos e é albina. Uma pária, incapaz de passar despercebida. O sol é seu inimigo. Castiga a pele e a expõe aos olhares curiosos. Parece não haver lugar onde ela se encaixe. É sob a lua que a menina se solta, jogando futebol com os irmãos. E então ela descobre algo incrível – na realidade, ela é uma pessoa-leopardo em um mundo de ovelhas. Sunny é alguém com um talento mágico latente, é uma agente livre. Uma pessoa com poderes que nasceu de pais comuns. Logo ela se torna parte de um quarteto de estudantes mágicos, pesquisando o visível e o invisível, aprendendo a alterar a realidade, sendo escolhida por um mentor e conseguindo, enfim, sua faca juju — com a qual é capaz de fazer seus feitiços. Mas isso será suficiente para que encontrem e impeçam um assassino em série que está matando crianças? Um homem perigoso com planos de abrir um portal e invocar o fim do mundo?”
Nessa história vamos conhecer Sunny, filha de nigerianos e nasceu nos Estados Unidos, mas por alguns motivos sua família acaba voltando para seu local de origem e a experiência acaba não sendo tão boa. Sunny foge da normalidade de onde mora, não é vista com bons olhos e vira motivo de piada na escola, ela não é aceita pelos outros alunos, mas tem uma postura bastante pacata e procura não se meter em brigas, simplesmente por ser albina, em um local onde só exitem negros.
Em uma dessas situações em que Sunny tenta fugir de briga, ela acaba sendo chamada de “Bruxa Akata” que é a denominação usada de maneira bastante pejorativa para se referir aos negros nascidos no estrangeiro. Aí ela conhece Orlu, de certa forma é responsável por livrá-la da situação e se tornam amigos, onde também acaba ficando amiga de Chichi, uma personagem bastante peculiar. Tempos depois Sunny é uma figura mística, bastante singular e que é capaz de circular entre os dois mundos, coisas que poucos fazem.
Confesso que me senti bastante perdido, principalmente no que diz respeito aos elementos místicos da obra, eu demorei a entender como tudo funcionava, parece autora escreveu algo esperando que seus leitores já soubessem um pouco da sua cultura, infelizmente por conta do apagamento histórico, não sabemos quase nada sobre esse povo tão rico, e devido a isso demorei a me localizar.  Apesar das ressalvas, apesar de um pontinho negativo ou outro, esse livro me fez suspirar por inúmeras questões, seja do enredo ou da criação, é uma obra muito promissora, escrita por uma mulher negra, que vem conquistando cada vez mais sucesso.