Resenhas

#Resenha: A Última Carta de Amor, de Jojo Moyes

27, ago, 2016 Wellington Rafael

Título: A Última Carta de Amor
Autora: Jojo Moyes
Editora: Intrínseca

Sinopse:Londres, 1960. Ao acordar em um hospital após um acidente de carro, Jennifer Stirling não consegue se lembrar de nada. De volta a casa com o marido, ela tenta, em vão, recuperar a memória de sua antiga vida. Por mais que todos à sua volta pareçam atenciosos e amáveis, Jennifer sente falta de alguma coisa. É então que ela descobre uma série de cartas de amor escondidas, endereçadas a ela e assinadas apenas por “B”, e percebe que não só estava vivendo um romance fora do casamento como também parecia disposta a arriscar tudo para ficar com seu amante. Quatro décadas depois, a jornalista Ellie Haworth encontra uma dessas cartas endereçadas a Jennifer durante uma pesquisa nos arquivos do jornal em que trabalhava. Obcecada com a ideia de reunir os protagonistas desse amor proibido — em parte porque ela mesma está envolvida com um homem casado —, Ellie começa a procurar “B”, sem desconfiar que, ao fazer isso, talvez encontre uma solução para os problemas do seu próprio relacionamento.

Duas distintas – e complicadas – histórias de amor, que se cruzaram graças a uma intrigante carta deixada para trás.  A Última Carta de Amor, escrita por nossa maravilhosa Jojo Moyes, nos faz pensar sobre o verdadeiro significado do amor.

Na história conhecemos Jennifer Stirling, que é casada com um homem rico, de boa família, e socialmente conhecida. Acreditava ser uma mulher feliz, até sofrer um acidente. Mas, após conhecer o emblemático B, Jennifer descobre as “borboletas no estômago” e as facetas da vida. Até pouco tempo antes do acidente em que sofrera, acreditava ser uma mulher feliz. Mas, ao conhecer o emblemático B, Jennifer descobre as verdadeiras facetas da vida. Conhecemos também Ellie Haworth que é jornalista, trabalha com reportagens em um jornal famoso e possui uma vida razoavelmente boa, sempre cheia de amigos e uma ótima estabilidade financeira, exceto no amor, já que ela está envolvida com um homem casado, porém isso atrapalha sua vida profissional. São duas histórias semelhantes em épocas diferentes e um único destino.

O livro é dividido em três partes, todos os capítulos são divididas por trechos de cartas, o que é lindo demais. A escrita de Jojo Moyes é bem tranquila e fácil, achei incrível como ela conseguiu criar uma história tão envolvendo, usando uma “linha do tempo” de um jeito inteligente e descontraída. Durante a leitura você consegue identificar muita coisa da realidade dentro da ficção, a autora constrói um cenário onde parece que nada vai dar certo, onde o amor parece ser algo errado.

“Estarei na Plataforma 4, Paddington, às 19h15, sexta-feira à noite e nada no mundo me faria mais feliz do que você encontrar coragem para vir comigo. Saiba que você tem meu coração, minhas esperanças em suas mãos. Seu, B”

No começo tive uma certa dificuldade em me ligar com os personagens, mas acredito que foi algo proposital da autora, porque ela quis apostar na percepção do leitor, porque ao decorrer da história você parece que cai em um abismo de amor pelas personagens. A ideia da alternação do passado e do presente é bem diferente do que já conheci, é uma formula diferente que a autora utiliza, o que deixa a história ainda mais cativante. A história foge um pouco do clichê que é onde a mocinha e o mocinho são sempre o centro das atenções, é diferente em “A última Carta de Amor”.

Um personagem que me cativou foi o misterioso “B”, que é o autor de cartas são lindas, por ser uma pessoa sensível e com uma personalidade forte, porém, amável. Ele luta pelo amor em que acredita, passa por cima de todas as coisas para poder vive-lo e isso é extremamente lindo.

“A Última Carta de Amor” é um tanto cruel e sensível. Uma história que trata de erros, escolhas e perdas. Você acredita em destino? Para os amantes de romance, claro, Jojo Moyes não decepciona, você irá rir, se apaixonar, amar, chorar e querer sumir logo depois. Leia.

“Talvez isso lhe pareça fantasioso. Talvez você estivesse pensando no teatro, ou na crise econômica, ou em comprar cortinas novas. Mas de repente me dei conta, no meio daquela pequena loucura, que ter alguém que nos entenda, que nos deseje, que nos veja como uma versão melhorada de nós mesmos é o presente mais incrível. Mesmo que não estejamos juntos, saber que, para você, eu sou este homem é uma fonte de vida para mim.