Resenhas

Resenha: A Química – Stephenie Meyer

27, mar, 2017 Kath Pereira

Título: A Química

Autor: Stephenie Meyer

Ano: 2016

Páginas: 496

Editora: Intrínseca

 

Sinopse: Ela trabalhava para o governo americano, mas poucas pessoas sabiam disso. Especialista em seu campo de atuação, era um dos segredos mais bem guardados de uma agência tão clandestina que nem sequer tinha nome. E quando perceberam que ela poderia ser um problema, passam a persegui-la. A única pessoa em quem ela confiava foi assassinada. Ela sabe demais, e eles a querem morta. Agora ela raramente fica em um mesmo lugar ou usa o mesmo nome por muito tempo.

Até que um antigo mentor lhe oferece uma saída – uma oportunidade de deixar de ser o alvo da vez. Será preciso aceitar um último trabalho, e a única informação que ela recebe a esse respeito só torna sua situação ainda mais perigosa. Ela decide enfrentar a ameaça e se prepara para a pior batalha de sua vida, mas uma paixão inesperada parece diminuir ainda mais suas chances de sobreviver. Enquanto vê suas escolhas se evaporarem rapidamente, ela vai usar seus talentos como nunca imaginou.

Uma trama repleta de tensão, na qual Meyer cria uma heroína poderosa e fascinante, com habilidades diferentes de todas as outras, e prova mais uma vez por que seus livros estão entre os mais vendidos do mundo.

 

Pensar em Stephenie Meyer é pensar em Crepúsculo, mas esqueça isso por um momento e se deixe envolver pela trama de A Química. É claro que pra quem deu uma chance para A Hospedeira já deve ter ficado esperando muito do novo livro, mesmo seis anos sem nada novo da autora.

Na nova história, nossa protagonista da vez não tem somente um nome e nem mora em um lugar. Acompanhamos a difícil rotina de mudar de nome, endereço e a preparação que uma simples noite de sono exige. Ex-agente de um serviço secreto do governo dos Estados Unidos, ela não é o que podemos chamar de heroína, apesar de sempre ter se encaixado como uma das boazinhas enquanto estava trabalhando. Mas isso já faz três anos e então ela se tornou dispensável. Após se salvar de algumas tentativas de homicídio, nossa garota (se é que se pode chama-la assim) aprendeu que estar do lado do bem não garante paz e descanso. Por isso ela foge.

Quando uma oportunidade se apresenta, mesmo sendo boa demais para ser verdade, ela hesita e tenta levar tudo para um campo conhecido por ela, onde ela dita as regras e decide se e quando cair fora. Uma trama cercada de conhecimentos específicos sobre substâncias químicas, algumas situações clichês, muita surpresa e um só ensinamento: não confie em ninguém!

Capa, Diagramação e Escrita: A capa é clean e mesmo se eu não soubesse quem tinha escrito, acho que me interessaria saber mais sobre o livro. Não tive nenhuma dificuldade com a leitura, porque a diagramação da maioria dos livros da Intrínseca é a ideal para mim: não gosto de letras grandes demais e nem tão pequenas. Já a escrita de Stephenie sempre me encantou, desde Crepúsculo! Ela tem um jeito com as palavras que torna a leitura fluida e ao mesmo tempo é muito detalhista. Como sou muito visual e tento sempre imaginar o que estou lendo, ler os livros de Meyer faz com que tudo o que eu imagino seja uma cena completa que poderia ter sido retirada de um filme que assisti. Fora que segundo algumas entrevistas, Meyer diz que recorreu à especialistas em criminologia e bioquímica, além de pesquisar no Google mesmo, para descobrir como matar e ferir pessoas de vários jeitos; ou seja, ela sabia sobre o que estava escrevendo.

Conclusão: Eu não consegui deixar minha mente longe da série The Blacklist em nenhum momento. Sou louca pela série e já estava com muitas expectativas sobre A Química para conseguir ler devagar. A construção dos personagens parece ter partido para uma estradinha do feminismo, sendo a personagem principal uma mulher forte e inteligente que por muito tempo causa problemas para as pessoas que estão atrás dela (geralmente homens). A construção dos personagens masculinos na trama também me surpreendeu, mas para não estragar a história, melhor deixar que cada um tire suas próprias conclusões. Terminando o livro, tive mais certeza de que apesar do apelo que a história de Crepúsculo trouxe e o peso que ficou no nome de Meyer, ela realmente SABE o que faz e o que escreve. Prender leitores ávidos, dar aos fãs uns pouco mais de material para adorá-la, conquistar leitores preconceituosos (os que não gostam da história de Bella e Edward) e entrar de vez na literatura adulta parecem ser os principais pontos atingidos por Stephenie Meyer em A Química.