Resenhas

#Resenha – A Menina que não acredita em milagres – Wendy Wunder

04, fev, 2017 Anna Furtado

Livro: A Menina que não Acredita em Milagres

Autora: Wendy Wunder

Editora: Novo Conceito

Ano: 2017

Gênero: Ficção

Skoob × Editora ×

Campbell tem 17 anos. Ela não acredita em Deus.  Muito menos em milagres. Cam sabe que tem pouco tempo de vida, por isso, quer viver intensamente e fazer tudo o que nunca fez no tempo que lhe resta. Mas a mãe de Cam não aceita o fato de perder a filha, por isso, ela a convence a fazer uma viagem com ela e a irmã para Promise um lugar conhecido por seus acontecimentos miraculosos. Em Promise, Cam se depara com eventos inacreditáveis, e, também, com o primeiro amor. Lá ela encontra, finalmente, o que estava procurando mesmo sem saber. Será que ela mudará de ideia em relação à probabilidade de milagres? A Menina que não Acredita em Milagres vai fazer você rir, chorar e repensar sua conduta de vida.

Oi pessoal! Na resenha de hoje, vamos falar sobre A Menina que Não Acredita em Milagres, um dos lançamentos de fevereiro da nossa parceira, Novo Conceito. Bom, vamos lá, então?

Pra gente começar, eu quero falar sobre o subtítulo: um verão de probabilidades. O que mais me chamou atenção na capa, foi justamente o subtítulo, especialmente porque estamos no verão, e logo no início do ano, quantas probabilidades, não haha? Acredito que foi bem interessante a escolha da editora, e você vai saber direitinho o porquê quando ler o livro. Ainda assim, acredito que a escolha da capa não foi em vão, os flamingos e as probabilidades tem tudo a ver com a Cam, a nossa protagonista cética.

Cam é uma garota cética. Eu, sinceramente, não a culpo. Tudo deu errado na vida dela e agora, ela está com câncer (vamos relembrar a onda de A Culpa é das Estrelas). Sendo assim, a história começa com Cam e a nuvem de ceticismo e falta de fé flutuando sobre ela, enquanto ela acaba encontrando uma lista de coisas para fazer antes de morrer (você já fez uma?), que a dela, se chama a lista do flamingo, graças a uma brincadeirinha que ela fez com sua melhor amiga.

Acontece que para elas, as coisas da lista devem acontecer magicamente, as situações devem se desenrolar espontaneamente. E, quebrando as regras, Cam resolve dar um jeito e fazer com que a sua lista se inicie com o último item, roubar um item de uma loja. Acreditando ou não, isso dá inicio a uma sucessão de eventos que vão fazer com que a história e a lista se desenvolvam de forma interessante no decorrer do livro.

De forma totalmente contrária a Campbell, temos sua irmã mais nova (Perry) e mãe (Alicia). Depois de tentar todo tipo de tratamento, técnica e medicina alternativa para curar a filha do câncer, um amigo recomenda que Alicia a leve para Promise, uma cidade milagrosa onde todo tipo de improbabilidade e impossível acontece. E então é pra lá que elas vão e a história dá seu prosseguimento.

Demorei um pouco pra engatar na história, porque a Cam é uma personagem muito teimosa, muito cética, de forma que é irritante. Mas entendi que é essa a beleza do livro: ver a progressão de Cam e as coisas que vão acontecendo com ela, mudá-la. Quando cheguei em 3/4 do livro, não queria que a história acabasse, porque a narração vai se tornando melhor, as descrições progridem e a história em si se torna mais interessante. Acredito que para seu romance de estreia, Wendy foi muito bem.

Recomendo o livro para todos que estão procurando uma história um pouco mais profunda. Apesar de o livro ter uma narração bem cômica e sarcástica, a mudança que acontece com Cam e as citações nos fazem refletir bastante. Gostei muito, nota 8/10!

Pra fechar com chave de ouro, alguns quotes:

O infinito a fascinava. Como sistemas e universos continuavam a diminuir infinitamente em uma direção e a crescer infinitamente em outra. Como a forma de um átomo imitava de modo tão preciso a forma do sistema solar. O fato de não haver um fim para nada (…).

Estou muito orgulhosa de você, está bem? Mas não posso acreditar em milagres. – Piu? – perguntou Piu-piu. – Porque… só porque, está bem?. Porque ela não estava preparada para o inevitável. O tipo de coisa muito real que estava acontecendo com ela. Não havia razão para ter esperanças.