Resenhas

Resenha: A Bela e a Fera – Jeanne M. L. Beaumont

23, abr, 2017 Laryssa

Título: A Bela e a Fera

Autora: Jeanne-Marie Leprince de Beaumont

Ano: 2016

Páginas: 240

Editora: Zahar

Sinopse: A versão original do clássico que inspirou o novo filme da Disney, estrelado por Emma Watson Adaptado, filmado e encenado inúmeras vezes, o enredo de A Bela e a Fera vai muito além da jovem obrigada a casar com uma horrenda Fera que no final se revela um lindo príncipe preso sob um feitiço. Nessa edição bolso de luxo da coleção Clássicos Zahar você encontra reunidas duas variantes da história. A versão clássica, escrita por Madame de Beaumont em 1756, vem embalando gerações e inspirou quase todos os filmes, peças, composições e adaptações que hoje conhecemos. A versão original, que Madame de Villeneuve publicara em 1740, é de uma riqueza espantosa, que entre outras coisas traz as histórias pregressas da Fera e da Bela e dá voz ao monstro para que ele mesmo narre seu destino. Toda em cores e ilustrada, essa edição conta com ótima tradução do premiado André Telles, uma apresentação reveladora e instigante assinada por Rodrigo Lacerda e cronologia das autoras. A versão impressa apresenta ainda capa dura e acabamento de luxo.

Bela é a mais nova de doze irmãos, humilde e bondosa é a menina dos olhos do pai, um rico comerciante que acaba por ter seus bens confiscados e na pobreza precisa se mudar com toda a família para o campo, em uma viagem para recuperar algumas de suas posses ele acaba se deparando com um castelo sombrio, aonde se abriga do frio e do perigo iminente dos lobos. Na saída do castelo ao tentar levar uma rosa para sua amada Bela, ele é preso por uma Fera abominável. Em uma última chance de se despedir, o pai volta para casa e conta sua sina para seus filhos, é então que Bela resolve tomar o seu lugar como prisioneira pela eternidade.

A história de fato foi feita para jovens moças (que na época não eram exatamente “estimuladas” intelectualmente), por isso as personagens de certa forma são simples, se caracterizam por no máximo dois adjetivos e dificilmente são marcantes, Bela é o exemplo da pureza, bondade e humildade, A Fera contrasta gentileza e impulsividade (além de agressividade, é claro). Entre outras personagens que se destacam, o pai de Bela é muito passivo e as demais filhas extremamente egoístas.

Capa, Diagramação e Escrita: As capas da Zahar são maravilhosas, de capa dura e edição de bolso a Bela e a Fera traz cores femininas e atraentes. A diagramação é simples, mas a fonte é grande e as ilustrações são cativantes – rústicas inclusive, mas de uma forma adorável. Amei o texto explicativo no início do livro, a escrita era fluida e didática. A escrita da autora é prática porém superficial, a leitura não é envolvente mas é interessante e as imagens ajudam na ambientação.

Concluindo: Preciso admitir que como sonhadora é estranho ver as versões menos “cintilantes” de meus contos de fada favoritos, mas ao mesmo tempo sua leitura se torna um “agregado de conhecimento” gratificante, que torna os meus sonhos ainda maiores.