Sem categoria

Projeto Sherlock Holmes: Um Estudo em Vermelho (Abril/17)

02, jun, 2017 Jessica Teixeira

No mês de abril iniciamos o projeto de leitura “Vamos ler Sherlock Holmes?!”, onde serão lidos todos os romances e contos do autor Sir Arthur Conan Doyle sobre o detetive mais famoso do mundo, durante um ano e meio mais ou menos. As leituras estão separadas mensalmente e você pode conferir o calendário aqui.

A primeira leitura do projeto ficou por conta do romance “Um Estudo em Vermelho”, onde nos foi apresentado o personagem de Holmes e Watson, seu melhor amigo e narrador das aventuras do detetive. É a primeira história de Sherlock Holmes e o primeiro livro publicado por Sir Arthur Conan Doyle em 1888. Muito menos do que um livro de estréia, esta história nasceu clássica, com seu ritmo vertiginoso de suspense e mistério que consagraria seu protagonista Sherlock Holmes como o mais apaixonante e popular detetive da história da literatura.

CUIDADO: PODE CONTER SPOILER!
(leia por sua conta e risco)

Um Estudo em Vermelho propõe um enigma terrível e invencível para a polícia, que pede auxílio a Holmes: um homem é encontrado morto, sem ferimentos e cercado de manchas de sangue. Em seu rosto uma expressão de pavor. Um caso para Sherlock Holmes e suas fascinantes deduções narrado por seu amigo Dr. Watson, interlocutor sempre atento e não raro maravilhado com a inteligência e talento do detetive.

A história é narrada por Dr. John Watson, um ex-oficial médico do exército britânico, que foi morar em Londres após ser ferido em combate e quase morrer. Ele conhece Sherlock por intermédio de um outro amigo que diz que o sr. Holmes estava procurando companhia para dividir a casa e as despesas com outra pessoa.

Os dois se tornam amigos e depois de um tempo acontece um crime cheio de mistério, onde um homem é encontrado morto numa casa desabitada, coberto de sangue mas sem ferimentos no corpo. Os policiais da Scotland Yard, Gregson e Lestrade, pedem a ajuda de Sherlock Holmes para desvendar esse pavoroso crime onde não existem testemunhas.

Este livro foi escrito de maneira interessante sendo separado em duas partes, a primeira é narrada no presente dos personagens pelo dr. Watson e, a segunda parte é narrada anonimamente e nos leva ao passado do assassino e da vítima.

A primeira vista, o caso parece ser bastante complicado de desvendar, mas para o detetive mais famoso da literatura não foi bem assim. Alguns minutos na cena do crime foram suficientes para Holmes descobrir os métodos e o biotipo do assassino. Tudo isso é bem detalhado e com bastante incredulidade pelo seu amigo Watson durante toda a primeira parte do livro até a captura do suspeito.

“Parece entender muito de anatomia, além de ser um químico de primeira. No entanto, que eu saiba, nunca fez nenhum curso regular de medicina. Seus estudos são um tanto desregrados e excêntricos, mas  com esse sistema irregular ele acumulou uma quantidade de conhecimentos que deixaria seus professores surpresos.”

O melhor amigo de Sherlock o descreve o tempo inteiro como um homem astuto e sistemático, conhecedor de fórmulas, venenos e milhões de coisas incomuns e detentor de métodos um tanto alternativos para descobrir coisas. Aliás, a sua maior peculiaridade é descobrir coisas sobre as pessoas, uma “adivinha” certeira e precisa.

Em apenas três dias, o detetive Sherlock Holmes desvenda o mistério que envolve a morte daquele homem e captura o assassino.

A segunda parte do livro nos remete ao passado do assassino, onde toda a história envolvendo aquela vingança é revelada. Uma história amarga e triste, por sinal, que nos deixa com um peso no estômago em saber toda a dor e sofrimento que aquele personagem carregava, e por ter vivido uma vida de ódio e vingança após perder o amor da sua vida e vê-la morrer de tristeza e desgosto nos braços de outro homem que ele odiava. Homem esse que é a vítima do crime em questão.

“Esta é a pequena peculiaridade de Holmes. Muita gente gostaria de saber como ele consegue descobrir as coisas.”

É interessantíssimo o modo como Sir Arthur Conan Doyle laçou os acontecimentos do passado e presente dos personagens para escrever essa história. Quando terminamos de ler a primeira parte, mesmo depois de revelados os mistérios que envolvem o assassinato, ainda estamos curiosos para saber os motivos de tamanha crueldade que o levaram a cometer esse crime.

O contra dessa história é que em certa parte do livro o assassino recebe a ajuda de uma pessoa que vai até a casa de Holmes e Watson para recuperar um anel que foi encontrado na cena do crime, e dias depois (acredito que no dia seguinte ou depois) o próprio assassino vai até a casa do detetive, onde é capturado. Será que ele não se recordou que o mesmo endereço onde seu cúmplice esteve é o mesmo endereço onde mora o sr. Holmes?

No mais, Um Estudo em Vermelho é um livro curto e rápido de se ler e com fácil entedimento. Leitura obrigada a todos os fãs de literatura policial.