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Into The Badlands | Crítica

20, dez, 2016 Kaio Arantes

Título: Into The Badlands
Temporadas: 1 (6 episódios)
Ano: 2015
Gênero: Artes Marciais, Ação

Uma história com alta dose de fantasia, artes marciais e um toque “Tarantino”, a série aborda um grupo de aventureiros pouco comuns que embarcaram em uma jornada em busca de uma vida melhor num mundo futurista.

Em 2015 a AMC lançou Into The Badlands, série de artes marciais que tem um pouco de faroeste e distopia.
No elenco principal temos Daniel Wu (com uma grande experiencia de filmes de lutas), interpretando Sunny, um guerreiro vassalo do mais poderoso barão daquelas terras. Ele está na série para jogar kung-fu na sua cara!

O barão de Sunny, o Quinn, é interpretado brilhantemente por Marton Csokas. Se você é velho como eu, deve lembrar dele como Borias, um guerreiro da série Xena – A Princesa Guerreira. Se não, ele teve pequenas aparições em filmes como Triplo X, O Senhor dos Anéis e Sin City – A Dama Fatal.

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O clima de Into The Badlands é uma grande parábola ao Japão feudal. Os barões seriam como os shoguns, enquanto que os “Clippers” (guerreiros vassalos como Sunny) seriam como os samurais.
Fora isso, a fotografia da série sempre favorece o vermelho. O roteiro sempre força e insere algumas lutas, como qualquer filme de Artes Marciais faria, combinando com esse clima.

A história foca em Sunny e um garoto perdido chamado M. K.. O garoto diz ser de Azra, um lugar longe das terras dos barões que todos acreditam ser apenas lenda. Sempre que M. K. sangra, uma maldição desperta e o jovem vira um guerreiro ensandecido com desejo de destruir tudo ao seu redor.

Apesar de muito cativante e com uma boa história, a série cai em diversos clichês, o que não chega a desmerecer a obra, mas pode acabar decepcionando um público mais crítico.

Eu simplesmente adorei a série. Dificilmente séries de tvs conseguem produzir boas cenas de lutas e esse é o diferencial de Into The Badlands. Além de focar um universo próximo ao Steampunk, também pouco visto em séries.
A história é boa e envolvente, com detalhes que enriquecem e pequenas reviravoltas que causam suspense naqueles que assistem. Tem atuações que variam, mas os protagonistas não deixam a desejar, principalmente Marton Csokas que rouba a cena com seu visual propositalmente bizarro.
Into The Badlands cumpre o que promete e irá agradar ao público menos crítico. A segunda temporada foi confirmada recentemente para o começo de 2017.