Cinema Críticas

iBoy | Crítica

14, fev, 2017 Kaio Arantes

Título: iBoy
Ano: 2017
Gênero: Ação, ficção científica

Após uma tentativa de homicídio, Tom descobre que fragmentos de seu celular se alojaram em seu cérebro, dando-lhe controle de diversos equipamentos eletrônicos. Dotado de seu novo poder, o jovem sai em busca de vingança.

Filme original Netflix que é basicamente uma mistura de Black Mirror e Watch Dogs. A premissa de um jovem que se mescla a um celular e ganha poderes que lhe permite hackear os equipamentos a sua volta beira ao ridículo e ao pastelão, mas o filme dribla esse aspecto e se permite ser sério e bem construído.
Outro aspecto chamativo do filme é a participação da atriz Maisie Williams, intérprete da Arya Stark, em Game Of Thrones.

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Tom é um jovem introspectivo e tem uma queda por Lucy, interpretada por Maisie. Após levantar um tiro, ele descobre que é capaz de “conversar” com as tecnologias ao seu redor e com isso busca se vingar, por ele e por Lucy. As coisas não são tão simples, mas com o tempo ele vai aprendendo a usar melhor seus poderes. As consequências de seus atos acabam sendo maiores do que ele imagina e as coisas saem de controle.
É algo meio clichê, mas vale lembrar que o clichê feito com esmero ainda sim é bom.

Baseado no livro homônimo de Kevin Brooks, a história em si não tem nada a mais em relação aos filmes de mesmo gênero. A trama segue em um bom ritmo graças tanto às boas atuações quanto à trilha sonora.
No geral, segue como um filme quase adolescente, mas abordando temas mais adultos, com um clima mais denso e cenas de ação pesadas.

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É um bom filme que acaba caindo na tentativa de ser algo a mais, mas falhando. Não chega a ser original, mas é competente e um ótimo passatempo.