Colunas e Textos

E mais uma vez a história se repete, me entreguei.

15, jun, 2017 Wellington Rafael

É, mais uma vez a história se repete! Foram dias longos, muitos pensamentos, desde os mais bonitos aos mais horríveis. Pensamentos sobre momentos, momentos que envolvem coisas carinhosas e revolta, mas momentos que não deixou de significar algo e de alguma maneira teve seu marco. Infelizmente, pra mim, um marco de dor.

Eu novamente me vejo aqui, sentado em frente a tela do computador, ouvindo uma música que talvez me inspire a conseguir escrever tudo o que eu quero. Um turbilhão de ideias se passam na minha mente e tudo o que eu quero é coloca-las aqui, porque como dizia Anne Frank: “o papel (ou o word) tem mais paciência do que as pessoas.” Nessa longa jornada de sentimentos, as vezes é difícil acreditar no sentimento “verdadeiro”, por outro alguém. Em pleno século vinte e um o mal do século é dominado por instintos, vontades, desejos e relações descartáveis. Enfim, eu tive a infelicidade de ter mais uma em minha vida.

É muito curioso ver como as pessoas são vazias – e não digo isso só olhando por fora, eu também sou muitas vezes – e tentam suprir seu buraco interior com diversos tipos de relações. Até quando vamos errar, cair, nos machucar e acreditar no outro? Quando vamos aprender com os erros do passado? Até quando seremos fortes o suficiente para nos curarmos e levantarmos a cabeça e voltarmos a acreditar que tudo é questão de fazer dar certo? Bem… não sei. Sei que eu, com minhas limitações, não consigo deixar de pensar que me entregarei a essa vida vazia até que eu me lembre que só preciso de mim mesmo para ter a felicidade que eu quero e que ter alguém é apenas um detalhe que irá só ajudar a transbordar, aquilo que já está transbordado.

Sei que um novo “amor” nunca tem culpa dos seus “amores” passados (uso os termo “entre aspas” para expressar exatamente o que elas expressam, algo que não existe, acreditando que esse real sentimento não exista ou que talvez seja apenas uma fantasia. Afinal, não dizem que o amor é “eterno”?). Mas ainda sim, eles não tendo culpa, insisto: até quando vamos ignorar as cicatrizes nos nossos corpos? Nos nossos corações? Como se traumas não existissem e o certo é só correr e se entregar! Parece horrível pensar que o sentimento de amor não exista, ou que ele é apenas uma jogada de marketing para esse mundo capitalista em que vivemos e que provavelmente o único amor que exista de fato, seriam as relações sanguíneas, de família. Mas se o amor não for um sentimento somente de família, de relações familiares, alguém por favor, por me ensinar o que é amar? O que é o amor? Eu quero saber longe das relações familiares… Eu sinceramente começo a acreditar que esse sentimento não exista ou até mesmo como diz o poeta Frederico Elboni: “Talvez eu não mereça amar. Mas todos merecem. Dizem por aí. Então talvez eu não saiba amar. Mas todos já nascem sabendo. Dizem por lá. Já sei, então talvez eu não saiba descobrir o amor entre as paixões que me passam sorrindo. É isso. Sorrisos lindos já me deram bom dia, mas, nem sempre dei oportunidade deles me darem boa noite”

O fato de eu sempre querer ser alguém melhor, sempre me propor a valorizar e dar prioridade a um relacionamento me faz parecer um idiota na atual sociedade em que vivemos. Então, começo a pensar que a melhor opção seja apenas ser somente eu, auto suficiente e que o resto é resto. Que eu com meu carro, minha casa, meu emprego e tendo tudo o que eu quero me basta.

Antigamente nos antepassados o que era mais valorizado era a vida, por isso haviam penas de morte, no século que estamos o que mais se preza é a liberdade e por isso existe o cárcere privado, onde a pessoa presa aprende a valorizar sua liberdade. Mas pensem comigo novamente: Quantas vezes nos prendemos a algo que nos faz mal? É como estar livre mas não liberto. E porque insistir em algo que nos machuca? Esses questionamentos pesam minha mente. Porque tentar sempre amar novamente, se isso machuca?. Pensem em um passarinho cantando na gaiola, é lindo, não? Agora imagina ele cantando enquanto voa livre pelo céu. Mais lindo ainda, não?

Enfim, hoje eu quero minha liberdade de volta, quero vestir a mascara de que está tudo bem e que você não faz falta porra nenhuma (mesmo eu sabendo que faz falta, que não vai ser legal te ver feliz, ver suas redes sociais e te ver com outras pessoas fazendo coisas que nunca fez nem comigo, ver atitudes suas expostas ali somente para mostrar que seguiu em frente pra mim) mas que vai passar e eu também vou seguir. Não é a primeira vez. Então, quando passar, novamente serei como um passarinho que voa pelo céu livremente, com o sol no horizonte, acreditando que a única coisa que precisa é de suas próprias asas para ser feliz. Quero ter o sorriso de futuro, e se preciso, saber lidar com o seu sorriso de passado. Eu sorrindo de felicidade, e você de saudade.