Críticas

CRÍTICA | VIVA – A VIDA É UMA FESTA

26, fev, 2018 Eduardo Roberto

Filme: Viva – A vida é uma festa

Original: Coco

Ano de lançamento: 2018 (no Brasil)

Gênero: Animação

 

Sinopse:

Miguel é um menino de 12 anos que quer muito ser um músico famoso, mas ele precisa lidar com sua família que desaprova seu sonho. Determinado a virar o jogo, ele acaba desencadeando uma série de eventos ligados a um mistério de 100 anos. A aventura, com inspiração no feriado mexicano do Dia dos Mortos, acaba gerando uma extraordinária reunião familiar.

O filme que tem tudo para ser o novo Ratatouille com aquela pitada de Monstros S.A e UP- Altas Aventuras”

Um rato “cozinhando” atrás de seus sonhos, indo contra a opinião de seu pai. Monstros amigáveis. E um garoto pronto para ser explorador como seu ídolo. Você já imaginou o que daria dessa junção? Não!? Então está na hora de assistir Viva – A vida é uma festa, o novo longa da Disney e Pixar, onde cenas e outros detalhes te farão lembrar de sucessos anteriores, tais como já descritos.

Trazendo um assunto já explorado em outras animações, o “dia de los muertos”, os estúdios ainda conseguem surpreender e trazer a carga emocional que já virou marca registrada nas animações da PIXAR.

“VIVA – A VIDA É UMA FESTA”, é aquele filme que faz com que você se sinta no próprio México. Um típico latino. Tanto pela tradição abordada, tanto por outros pequenos grandes detalhes que te fazem lembrar do país, como a roupa de um lutador de “lucha libre” pendurada no varal, ou a aparição de grandes rostos mexicanos. Sem sombra de dúvida essa fidelidade ao país, faz com que esse seja um dos pontos fortes do filme e é onde se começa a jornada do pequeno Miguel. Um garoto que sonha em se tornar um grande músico, em uma família que odeia música.

Ao longo dessa aventura, acabamos sendo levados para o mundo dos mortos e é nos apresentado uma visão diferente do que muitos tem em mente quando o assunto é esse. Um mundo festivo com muita música, cores (na maior parte do filme) e cheio de criaturas espirituais (das quais conhecemos bem, mas com um “upgrade”). Nesse momento ainda conhecemos os entes falecidos da família do garoto, que mesmo tendo poucos minutos nos holofotes, conseguem te fazer vibrar e se apaixonar por eles no final. E por fim, Héctor, onde com ele vivenciamos a parte não tão colorida do filme. O personagem é o responsável por trazer em sua bagagem a carga emocional do filme e ainda quem se junta à Miguel em sua jornada.

Como dito, as músicas marcam presença no mundo dos mortos e tornam o filme o mais musical da Pixar. “Remember Me”, carro chefe da trilha sonora, é a canção que escutamos diversas vezes ao longo do filme e de diferentes corpos. No final, você será um que sairá cantando dos cinemas. Trazendo uma letra afetiva que te emocionará e o reforço para uma das questões abordadas no filme: a lembrança.

Em questões visuais, há momentos em que você duvidará da capacidade das animações, por trazer gráficos e traços surpreendentes, diferentes dos apresentados pelo estúdio até agora. Seja nos traços faciais da bisavó, ou em um breve momento de fuga do garoto.

Ao longo disso tudo, “Viva – A vida é uma festa”, fica devendo em um enredo inovador, onde te fará lembrar de outros filmes da companhia ao longo da trama, mas consegue compensar em outros aspectos e trazer a marca da Pixar, tornando-o um ótimo filme, mas não marcante, já que há essa fácil assimilação.