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Crítica | UM LUGAR SILENCIOSO

04, abr, 2018 Eduardo Roberto

Filme: Um Lugar Silencioso 

Original: A Quiet Place 

Ano de lançamento: 2018 (no Brasil) 

Gênero: Thriller e Drama 

 

Sinopse: 

Em uma fazenda dos Estados Unidos, uma família do meio-oeste é perseguida por uma entidade fantasmagórica assustadora. Para se protegerem, eles devem permanecer em silêncio absoluto, a qualquer custo, pois o perigo é ativado pela percepção do som. 

VERMELHO SIGNIFICA CORRA…PARA OS CINEMAS!” 

 

Cheios de regras para sobreviverem (não, essas não vieram da Dua Lipa), se comunicar não é uma opção, então se prepare para conhecer Um Lugar Silencioso. O filme que não se prende a grandes detalhes para contar a história, como o nome dos personagens ou falas, por exemplo, mas que te causa os 95min mais agoniantes. 

Na trama acompanhamos uma família sobrevivendo num mundo pós-apocalíptico. O pai (John Krasinski), a mãe (Emily Blunt), o filho (Noah Jupe) e a filha (Millicent Simmonds). Todos trazem consigo em suas “bagagens” fatores que contribuem para dar o clima mais tenso ao filme, entre eles, os sentimentos de culpa, perda, medo e até mesmo uma gravidez. 

Com 98 dias já ocorridos no início, nós ficamos sem saber muito sobre determinados detalhes: quem são os invasores? Como as vantagens e desvantagens sobre eles foram descobertas?. São questões como essa que nos faz ficar pensado e com o gostinho de querer mais informações, mas nada que estrague o filme. Sabemos apenas que eles atacam fontes emissoras de som e que são cegos. 

Em ações do cotidiano, podendo dizer, vemos a família levando a situação com medidas adotadas. Caminhos traçados por areia (onde devem percorrer), luzes que mudam de cor e alertam sobre o perigo e outros pequenos detalhes que os ajudam a abafar o som. Admito que o plano de sobrevivência deles é impecável e invejável. Até aí é tudo ok, nada demais. Mas se coloquem no lugar deles, você fazer ações do cotidiano sem fazer o barulho habitual e se fizer, morre. Tenso, né? É como você ser um próprio personagem do filme.  

Quando o bicho começa a pegar mesmo, é um pânico absoluto, ou seja, o filme inteiro. Não há um momento em que você não esteja tenso. A atuação dos atores está formidável e faz com que você sinta as dores pela qual estão passando, sem precisarem omitir som, apenas por suas expressões faciais. Eu ressalto a atuação da Emily Blunt, porque ela nos proporciona uma das cenas mais tensas e impacientes do filme, onde você não consegue ficar parado. 

Outros grandes detalhes do filme que o faz ser um filme surpreendente bom demais da conta, é o fato de como eles adaptaram os momentos de som. O batimento cardíaco em um estetoscópio, uma cachoeira, fogos de artificio e até música no fone. Elas dão o complemento e o peso que o filme precisava para ficar ainda mais tenso.

No geral, o filme foge do que vimos constante nas telonas quando o assunto é suspense/terror. É surpreendente, com atuações boas e que não depende de tantos detalhes para isso.

*O final te revoltará, mas te fará vibrar ao mesmo tempo.