Críticas destaques

Crítica | Titãs (1° Temporada)

30, dez, 2018 Eduardo Roberto

Série: Titãs 

Original: Titans 

Episódios: 11 

Ano de lançamento: 2019 (no Brasil pela Netflix) 

 

Sinopse: 

“Titãs acompanha jovens heróis de todo o Universo DC assim que atingem a maioridade em uma abordagem mais enérgica sobre a clássica franquia dos Jovens Titãs. Dick Grayson (Brenton Thwaites) e Rachel Roth (Teagan Croft), uma jovem especial possuída por uma estranha escuridão, se envolvem em uma conspiração que pode trazer o inferno à Terra. Juntando-se a eles estão a temperamental Estelar (Anna Diop) e o adorável Mutano (Ryan Potter). Juntos, eles se tornam uma família e uma equipe de heróis.” 

“Jovens Titãs, atacar!” 

  A série que gerou críticas mesmo antes de estrear completou o seu primeiro ciclo e se prepara para voltar com uma segunda temporada. Introduzindo personagens conhecidos pelos fãs de quadrinhos da DC Comics em um novo meio de comunicação, os heróis mostram que não estão de brincadeira e estão prontos para atacar (pelo menos a maioria deles) 

Presenciamos a jornada de Dick Grayson, o Robin, mas que procura deixar o manto de herói no passado e seguir em frente. Encontrar um novo “eu”. Tudo passa a se complicar quando ele conhece a jovem Rachel Roth que está sendo caçada por capangas a pedidos do seu pai. A trama parte daí, onde juntos procuram entender mais sobre o que está acontecendo com a garota e quem são essas pessoas. No caminho, eles conseguem auxilio e novos aliados, a Kory e o Gar, além de alguns personagens/heróis secundários que aparecem em alguns episódios. 

Aproveitando o gancho da trama, os personagens são bem estruturados e cada um com o seu drama diferente, mas que de certa forma, se encaixam e completam a trama principal. Uns conseguem se destacar mais do que outros, mas mesmo assim você consegue sentir que se aquele personagem mais apagado não estivesse ali, estaria faltando algo, que ele é importante de alguma forma, e uso tudo isso para me referir ao personagem Gar. Comparando com o resto do quarteto, ele não é um personagem que acrescente ou que entrega muito para o desenrolar da história em si. Ele só está ali. 

Sobre os outros, não conseguiria destacar um (falando como fã). Os três personagens estão um “trio de ouro”, mesmo não estando nos seus ápices. São personagens que entregam algo para o telespectador esperar mais por eles. Algo bom. A personagem da Anna Diop, por exemplo, foi uma das que gerou crítica em torno da série, devido sua etnia, no entanto, a atriz entrega uma heroína de calar a boca de qualquer “hater”. 

Os personagens secundários por sua vez, conseguem superar o Gar e qualquer um teria mais para acrescentar na equipe do que ele. Três desses personagens são introduzidos nos episódios 2 e 8. Dando uma ressalta ainda também para o episódio 4 que apresenta e entrega o que podemos esperar da Patrulha do Destino (série que deve chegar pelo streaming da DC Universe) 

Em uma jornada de 11 episódios, a série passa a ser como brincar em uma montanha-russa. Tem aqueles que estão no alto, enquanto tem aqueles que ficam devendo muito (conteúdos que poderiam ser abordados sem serem episódios e tomarem muito tempo, ou serem explorados de uma maneira diferente). Colocando Titãs em uma balança que pesa mais para o lado positivo, mesmo havendo os seus contras nesse sentido. 

Com uma pegada mais madura/adulta, temos cenas de lutas cheias de ação e mais “explicitas”. O que não chega a ser ruim e consegue dar uma pegada diferente para a série, diante do que se tem hoje de super-heróis. Os trajes dos heróis e heroínas estão bons e aqueles que não usam um, conseguem compensar com os seus figurinos próximos de serem um traje. 

Em seus dias de glória, após muitos duelos, Titãs é a série que merece um minuto da sua atenção com um olhar otimista, esqueça as críticas precipitadas em cima de atores, caracterização, personagens, eles conseguem compensar dando um show em frente às câmeras. Uma oportunidade boa para expandir seu universo da DC. 

 

 A série tem sua estreia prevista para o dia 11 de janeiro na Netflix.