Críticas

#Crítica: Sempre Bruxa – 1ª temporada

15, fev, 2019 Wellington Rafael

Série: Sempre Bruxa – 1ª Temporada
País: Colômbia
Ano: 2019
Elenco: Angely Gaviria, Dylan Fuentes, Luis Fernando Hoyos, Verónica Orozco, Sebastián Eslava.
Gênero: Drama
Distribuição: Netflix

Todo mundo gosta de um bom mundo de bruxaria, né? Sempre tem aquele velho misticismo, pactos com o diabo, bruxas queimadas na fogueira etc. “Sempre Bruxa” é a nova série sobrenatural colombiana que foi lançada pela Netflix e que não é tão cheia de potencial quanto esperado.

A série é baseada no livro “Yo, Bruja”, de Isadora Chacon, conhecemos a história e Carmen Eguiluz (Angely Gaviria), mulher negra que vive no século XVII, escravizada e acusada de bruxaria por viver um romance com um homem branco, filho de seus senhores. Carmen é perseguida, julgada e condenada à fogueira por seu comportamento; por não ser o que se espera de uma escrava. Diante disso tudo ela é enviada para o futuro, 2019 sendo exato, para evitar uma tragédia.  Até aí, parece algo que promete grandes acontecimentos. De repente vem o grande número de cenas sobrenaturais clichês que acaba deixando bem tedioso. O que salva de não ser um tédio total, é o elenco. Mas vamos as críticas, né.

A sinopse é bem cativante, porém o roteiro é bem mal escrito, chega a ser infantil. A criação dos personagens não é bem trabalhada, totalmente esteriótipos. Tudo acontece porque tem que acontecer. As motivações não soam genuínas, os vilões são cliches, os eventos e conflitos acontecem de forma conveniente e sem muito critério de verossimilhança, o arco da heroína é previsível e repleto de coisas “bobas”, assim como os desencontros amorosos, e a reviravolta fica óbvia muito antes de acontecer. Até mesmo os contatos e viagens entre presente e passado são frustrantes. Um exemplo de série sobrenatural que funciona, mesmo com tais clichês, é “Diablero” que, particularmente, dá de 10 a 0 nisso.

Dez episódios de 38 a 45 minutos forçados e entediantes. Nada de original é oferecido, deixando a série monótoma e com possíveis cochilos enquanto você assisti – aconteceu comigo. Sempre Bruxa pode ser frustrante para aqueles que buscam material consistente sobre bruxas latino-americanas, realismo-fantástico ou qualquer coisa do gênero. Talvez a série chame a atenção de um público adolescente para baixo, mas eu sou esse público e não vi a menor graça. Mas lembrando, cada um tem sua opinião.