Críticas

Crítica | Pantera Negra

23, fev, 2018 Eduardo Roberto

Filme: PANTERA NEGRA

Original: BLACK PANTHER

Ano de lançamento: 2018 

Gênero: Ação, aventura, fantasia e ficção científica. 

 

Sinopse:

“Pantera Negra acompanha T’Challa que, após os acontecimentos de Capitão América: Guerra Civil, decide voltar para casa – a isolada e tecnológicamente avançada nação africana de Wakanda – e assumir sua função como Rei. Porém, quando um antigo inimigo reaparece, sua coragem é testada quando ele é levado para um conflito que coloca o destino de Wakanda e do mundo em risco.”

 

O GRITO DO PANTERA

 

“Oh, lá, lá, lá, lá, lá, lá oh”, não, não é dessa pantera que me refiro, mas sim do novo filme da Marvel Studios, Pantera Negra. O filme que oferece ao telespectador uma trama menos cômica, “girl power” em peso e um tremendo choque cultural.

É nos apresentado novamente, T’Challa (personagem introduzido em Capitão América: Guerra Civil, interpretado pelo ator Chadwick Boseman) que está de volta para suas terras, Wakanda, um local avançado e oculto, mas precário na visão do resto do mundo. Pronto para assumir o trono que antes era do seu pai, T’Chaka. Ele precisa passar por rituais de seu povo e tribos até conseguir aceitação de todos, mas tudo muda quando segredos do passado ameaçam seu reinado e apresentam para os Wakandianos e demais tribos uma visão de poder totalmente diferente pela imposta por T’Challa. Politizando assim, o filme.

Na hora do confronto final entre eles, ainda podemos ter um pequeno vislumbre de como os Wakandianos se preparam para o combate e do que podemos esperar ver em Vingadores: Guerra Infinita. O que faz com que a ansiedade só aumente. Sendo a melhor cena de luta do filme, já que as demais não são tão empolgantes ou de tirar o fôlego.

Em menção honrosa e sem querer diminuir um personagem, ou crescer outro, mas os personagens do filme são os mais desenvolvidos de qualquer outro filme do estúdio. Desculpa Tony Stark, mas a Shuri (irmã do T’Challa, interpretada pela atriz Letitia Wright) te ensinou como criar acessórios e armas tecnológicas. A personagem é simplesmente a melhor do filme e a responsável pelas breves cenas cômicas do filme.

Para fechar ainda o GIRLPOWER de peso, Nakia e Okoye, respectivamente as personagens de Lupita Nyong’o e Danai Gurira, ganham os seus destaques merecidos e acompanham o novo rei na maior parte do filme. Nas cenas de lutas elas acabam colocando muito homem no chinelo.

Como toda realeza, os figurinos, cenários e a música completam o filme de uma maneira indescritível. Uma mistura africana com um upgrade todo tecnológico. É como se tudo funcionasse como uma balança em equilíbrio. Há momentos certos para cada parte dessa mistura, que funcionam e trazem junto dos personagens (predominantes negros) o choque cultural e representatividade para os dias atuais. Dando um novo rumo/peso para os filmes da Marvel. Dignos de um futuro Oscar. (Alô, 2019).

Vale a pena assistir “Pantera Negra”. É excelente e um dos melhores do estúdio, por mais que fique devendo em pequenos detalhes citados durante o texto. O filme abre portas enriquecedoras culturalmente para a futura fase da Marvel nos cinemas que se aproxima, podendo até mesmo ter nos apresentado um possível líder para essa equipe. Surpreendente em suas reviravoltas, preparem-se. E há duas cenas pós créditos (a segunda te fará pular na cadeira).