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Crítica | O Círculo

23, jun, 2017 Kath Pereira

Título: O Círculo
Título Original: The Circle
Ano: 2017
Gênero: Suspense

Um filme com: Emma Watson, Tom Hanks, Karen Gillan, John Boyega, Ellar Coltrane, Patton Oswalt e outros.

The Circle é uma das empresas mais poderosas do planeta. Atuando no ramo da Internet, é responsável por conectar os e-mails dos usuários com suas atividades diárias, suas compras e outros detalhes de suas vidas privadas. Ao ser contratada, Mae Holland (Emma Watson) fica muito empolgada com possibilidade de estar perto das pessoas mais poderosas do mundo, mas logo ela percebe que seu papel lá dentro é muito diferente do que imaginava.

– sinopse oficial

Sabe a moda de falar que “isso é tão Black Mirror”? Pois a gente já pode usar “isso é tão O Círculo” também!

 

Sabe aquele filme que você sabe que vai ficar pensando nele mesmo semanas depois de ter assistido? Pois O Círculo tem grande potencial de ser assim.

A história gira em torno de Mae (Watson), que tem sua vidinha tranquila junto com os pais. Quando consegue um trabalho que parece ser dos sonhos, n’O Círculo, ela percebe quanto tem de diferente com as outras pessoas que trabalham por lá.

O Círculo pode lembrar muito uma Apple, um Google… por ser uma empresa de tecnologia e também pela cultura de comunidade que eles promovem entre seus funcionários.

Com áreas de dormitórios e o oferecimento de diversas opções de lazer, Mae é encorajada a participar mais ativamente socialmente desse novo ambiente. Isso acaba a afastando da família.

O Círculo desenvolve tecnologia que pode ser muito relacionada com o que temos hoje, como: Instagram, Facebook, as famosas lives e plataformas de streaming, entre outras.

A crença deles é de que privacidade equivale a mentira. E eles tentam fazer as pessoas entenderem que elas se comportam muito melhor quando sabem que estão (ou podem estar) sendo observadas.

Mae, por se destacar como a novata mais diferente, acaba chamando a atenção no novo ambiente e sua carreira vai se desenvolvendo ao longo do filme, se tornando parte importante dos novos experimentos d’O Círculo.

Quando entra em um programa de transmissão ao vivo de todos os seus passos em todos os momentos, Mae começa a perceber a importância da privacidade e o quão longe as coisas podem chegar com essa constante exposição.

Acham que parece com alguma coisa que a gente vive? O quanto você se expõe? E talvez a pergunta mais importante: até que ponto você acredita que existe e respeita a privacidade (sua e dos outros)?

 

Opinião:

Essa foi uma das poucas vezes que fui ao cinema assistir a uma adaptação sem ter lido o livro. Gostei? Gostei! Mas saí doida pra comprar o livro e ver se o desenvolvimento é melhor. O filme achei que trata de um ótimo tema, por muitas vezes faz a gente pensar de casos de invasão de privacidade que acontecem e são divulgados pela mídia e até onde a gente vai com essa ultra exposição de subcelebridades, youtubers e até nós mesmos com o tanto de stories pelas redes sociais e Snapchat e etc. Apesar do assunto pertinente, o desenvolvimento das personagens foi raso. Fiquei querendo saber mais do Ty (Boyega), fiquei querendo saber mais sobre a Mae e o Mercer (Coltrane), queria saber o que acontece depois do final. Não sei, mas acho que o filme foi se perdendo pelo caminho. Ou talvez eu tenha começado com minhas expectativas altas demais…

De qualquer maneira, acho que vale sim a pena assistir. É um filme divertido e com alguns elementos muito curiosos durante a história. Assista, pense e venha nos contar o que achou 😉

Assim que eu ler o livro posto a resenha por aqui!

 

Assistimos a uma sessão especial na segunda-feira (19/06) a convite da Companhia das Letras (obrigada!)!