Críticas destaques

Crítica | Jessica Jones (2°Temporada)

11, mar, 2018 Eduardo Roberto

Série: Jessica Jones (2°Temporada)

Original: Marvel’s Jessica Jones

Episódios: 13

Ano de lançamento: 2018 (no Brasil)

 

Sinopse:

“A investigadora particular Jessica Jones, de Nova York, está começando a recuperar sua vida depois de matar seu atormentador, Killgrave. Agora conhecida em toda a cidade como uma super-heroína justiceira, um novo caso faz com que ela relutantemente enfrente quem ela realmente é, ao cavar mais fundo em seu passado, explorando seus motivos.”

Já acabou, Jessica?”

 Salvar o dia nem sempre é fácil. Salvar uma temporada inteira também pode não ser. Retornando para a sua segunda temporada, a detetive Jessica Jones, ganha a batalha em algumas questões, mas acaba perdendo em outras.

Se recuperando após matar Killgrave, Jessica (Krysten Ritter) está tentando levar uma vida normal e volta a trabalhar em alguns casos “pequenos”, já que todos estão atrás de ajuda dasuper-heroína justiceira, mas as coisas começam a mudar quando Trish (Rachael Taylor) sugere a Jessica ir atrás do seu passado e da IGH para saber o que houve com ela logo após o acidente que matou sua família, acreditando que isso a ajudará. Logo em seguida, ainda nos primeiros episódios novas questões envolvendo a IGH, entre elas, o aparecimento de “novos heróis”, faz com que ela decida pegar o caso e ir atrás do seu passado.

Dividindo-se em subtramas, essa nova história por mais que seja mais interessante passa a não ter um vilão real, diferente do proposto na primeira temporada, mas acaba por dando destaque aos demais personagens e seus problemas, mesmo que todos ainda estejam ajudando-a com o caso da IGH. Malcolm (Eka Darville) está tentando mostrar seu valor como um bom detetive, Jeri atrás de uma cura para sua doença degenerativa, porém quem ganha os merecidos aplausos é a própria Trish que rouba a cena em muitos momentos, até mesmo nos de luta e nos entrega nos últimos episódios um prelúdio do que muitos fãs queriam ver e um assunto futuro para uma possível terceira temporada.

Trazendo momentos mais eletrizantes e agitados nessa temporada, ainda assim a qualidade de alguns episódios cai e faz com que pareça que estão enchendo de “pepino a salada” para ter série e nos cansem, mas volta a se encontrar no final e com certeza o aparecimento do Killgrave (David Tennant) em um deles ajuda a trazer esse up de volta. Ao longo dos episódios ainda é nos mostrado uma visão e ideia diferente de como se é ter super poderes e que nem todos são felizes com seus dons. O que é de fato, curioso. Já que nos dias de hoje muitos sonham com essa ideia de se ter super poderes.

Mais humanizada, do tipo que coloca o celular no arroz quando ele molha, podemos ver um lado diferente de Jessica. Um com o seu coração mais “derretido”, se assim possível dizer, com a chegada do seu pequeno vizinho Vido e seu pai, que ainda conseguem fazer com que torçamos pela união dos dois e que seja um dos pontos fortes dessa nova temporada. Desculpa, Luke Cage.

Analisando em uma escala de 0 a 10, essa temporada estaria com o seu 7 garantido. O que é bom, por ser uma segunda. Já que apresenta uma história que teria tudo para ser boa se tivesse um vilão estilo Killgrave e menos subtramas, para não dar um certo cansaço ao longo dos episódios. Porém, os personagens e os novos inseridos estão bem trabalhados e trabalham bem em suas atuações, principalmente a Krysten.