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Crítica | Bird Box

16, dez, 2018 Eduardo Roberto

Filme: Caixa de Pássaros 

Original: Bird Box 

Ano de lançamento: 2018 (no Brasil) 

Gênero: Terror e Suspense 

 

Sinopse 

Em um mundo pós-apocalíptico, Malorie (Sandra Bullock) e seus filhos precisam chegar em um refúgio para escapar do Problema, criaturas que ao serem vistas fazem pessoas se tornarem extremamente violentas. De olhos vendados para não serem afetados, a família segue o curso de um rio para chegar à segurança.  

“O FILME QUE VALE A PENA CORRER O RISCO DE TIRAR A VENDA DOS OLHOS PARA ASSISTIR” 

   O filme que tem muito mais para mostrar do que os olhos podem ver é a nova aposta da Netflix para esse final de ano. “Bird Box”, com o seu lançamento previsto para o dia 21 de dezembro, explora o lado maternal de Sandra Bullock e a falta de um dos cinco sentidos, no caso, a visão. 

Com uma premissa próxima de “Um Lugar Silencioso”, o filme entrega tensão e angústia em peso para os telespectadores, o fazendo ficar inquieto na cadeira durante alguns momentos, com o foco principalmente no final. Tudo isso sem explorar ou mostrar uma criatura. Usando ao seu favor apenas sombras, vozes e uma “forte ventania” para causar o medo. Talvez seja isso que torna tudo interessante no filme, o fato de não conseguirmos ver o que ataca as pessoas e como isso afeta cada uma de uma forma única, enquanto apenas nos é apresentado um suicídio global. 

Acompanhando a trajetória de Malorie, podemos ver a evolução da personagem durante os dois períodos em que o filme se passa. No início do apocalipse em uma casa, em que ela está com um grupo de sobreviventes tentando entender o que está acontecendo e cinco anos depois em um rio, em que ela está fazendo de tudo para sobreviver com os seus filhos. Sendo ela assim obrigada a aprimorar seus sentidos e descobrir novas medidas para ficar viva. São nesses momentos que podemos notar as dificuldades que a falta de visão traz consigo, seja em um momento em que estão dirigindo um carro ou correndo pela floresta. Desse modo, o filme explora uma fotografia mais natural, ao invés de uma que fuja muito do habitual, uma mais fictícia. 

Como qualquer outro filme inspirado em um livro, existe sim suas diferenças de uma obra para a outra, mas nada que estrague ou prejudique tanto. Então os fãs do Josh Malerman (autor do livro), podem ficar tranquilos, pois serão muito bem presenteados pela Netflix. Ainda contam com o suporte de uma trilha sonora bem trabalhada, em níveis que chegam a perturbar, (principalmente o som dos pássaros) e que só reforçam a viagem que você fará de uma mídia para a outra. 

Vale destacar mais uma vez o final do filme, para poder fazer uma menção honrosa a atuação de Sandra Bullock. A atriz mostra o porquê mereceu seus prêmios até agora, entre eles o Oscar. Tudo por nos colocar no papel dela de mãe e fazer com que nós sintamos na pele o desespero que é lutar para encontrar força/garra dentro de si para manter seus filhos vivos e conseguir ajuda. 

 

AGORA COLOQUE SUA VENDA, SOBREVIVA ATÉ O DIA 21 DE DEZEMBRO E SIGA OS PÁSSAROS QUANDO ELES CHEGAREM.